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NEWSNATION · 07 de agosto de 2026

Astrônomos ucranianos relatam objetos UAP próximos à Lua; ex-assessor da NASA comenta achados

Cientistas do principal observatório astronômico da Ucrânia afirmam ter registrado mais de 20 UAPs se movendo próximos à Lua ao longo de 2025, usando câmera de alta velocidade acoplada a telescópio. Um ex-administrador associado da NASA e membro do Disclosure Foundation analisa as imagens e o fenômeno da brilho do horizonte lunar registrado em 2025.

Contexto do programa

O segmento "Hot Take" do canal NewsNation no YouTube reúne o apresentador Jesse Weber e o convidado Mike Gold — ex-administrador associado da NASA para relações interagenciais internacionais, atual presidente da Redwire Space e membro do conselho da Disclosure Foundation — para discutir três temas interligados: o estudo ucraniano sobre UAPs lunares, imagens do Apollo 17 e o fenômeno de "brilho do horizonte lunar" captado em 2025.

Estudo ucraniano: metodologia e achados

Cientistas do principal observatório astronômico da Ucrânia afirmam ter observado mais de 20 objetos não identificados movendo-se próximos e sobre a superfície da Lua ao longo de 2025. O equipamento utilizado foi uma câmera de alta velocidade acoplada a telescópio na região de Kiev, capaz de registrar 20 quadros por segundo — velocidade suficiente para rastrear objetos imperceptíveis a olho nu.

Os pesquisadores dividiram os objetos em duas categorias:

Entre os achados declarados estão objetos com dimensões estimadas de 440 metros (comparáveis ao Empire State Building), 16 milhas e 25 milhas de extensão. Os próprios autores reconhecem que as estimativas de tamanho dependem de premissas sobre a refletividade dos objetos e, portanto, podem ser imprecisas.

Os pesquisadores também relataram dois UAPs, supostamente separados por centenas de milhas, piscando em sincronia, e outros exibindo pulsos de luz regulares — padrão que denominam "pulsing pattern" e interpretam como possível forma de comunicação. Com base nesses achados, o estudo conclui que "a Lua serve como base para UAPs".

"We believe that the moon serves as a base for UFOs."

Limitação crítica: o estudo ainda não passou por revisão por pares (peer review) ao momento da gravação do vídeo, o que impede a validação independente das metodologias e conclusões.

Posição de Mike Gold: cautela científica

Gold rejeitou conclusões precipitadas em ambas as direções. Ao ser perguntado diretamente se existe uma base lunar, respondeu com o que chamou de "as três palavras mais poderosas da ciência":

"I don't know."

Ele criticou a tendência de acadêmicos de descartarem sumariamente qualquer possibilidade extraordinária, citando que membros da equipe independente de estudo UAP da NASA (NASA UAP Independent Study Team — IST) sofreram ameaças profissionais apenas por participar do grupo, sem terem afirmado nada sobre inteligência não-humana.

Gold enumerou os observáveis que considera relevantes para análise de UAP em contexto espacial: manobras anômalas, aceleração anômala e comportamento incompatível com física gravitacional convencional.

Imagens do Apollo 17 e arquivos governamentais

Gold mencionou que, quando integrou a IST da NASA, uma das recomendações do grupo foi revisar os arquivos da agência em busca de imagens UAP, preferencialmente com apoio de inteligência artificial e aprendizado de máquina. Ele descreveu uma imagem tirada da superfície da Lua pelos astronautas do Apollo 17 que apresentaria luzes triangulares, ressaltando semelhanças com imagens UAP registradas na Terra:

"While I can't say what it is, I can say that this — what could be a triangular craft — is somewhat similar to much of the UAP imagery that we see here terrestrially."

Gold destacou que essa imagem foi incluída em um dos pacotes de divulgação recente do Departamento de Defesa, o que, segundo ele, valida a necessidade de análise formal.

Brilho do horizonte lunar (Lunar Horizon Glow)

Um segundo fenômeno discutido foi o lunar horizon glow — brilho visível no horizonte da Lua, detectado originalmente pela sonda Surveyor e confirmado por astronautas do Apollo. Em 2025, câmeras fabricadas pela Redwire Space, instaladas na lander Blue Ghost da empresa Firefly (primeiro pouso lunar comercial bem-sucedido), registraram novas imagens do fenômeno.

Gold afirmou que as explicações convencionais — poeira lunar ativada por radiação solar — carecem de evidência laboratorial suficiente e que o fenômeno permanece, em suas palavras, "um UAP no sentido mais literal":

"It's a mystery. It's an enigma."

Gravidade artificial e objetos em formato de anel

O apresentador questionou se objetos em formato de anel relatados no estudo ucraniano poderiam estar girando para gerar gravidade artificial. Gold confirmou que rotação como mecanismo de gravidade artificial é fisicamente viável e relevante para missões de longa duração, como viagens a Marte.

Recursos lunares e interesse estratégico

Gold contextualizou o interesse em base lunar citando hélio-3, elemento raro na Terra com potencial uso em reatores de fusão, e elementos de terras raras presentes na Lua — recursos que também motivam interesse chinês crescente. Segundo ele, se civilizações extraterrestres existissem, o interesse em recursos lunares seria plausível pelo mesmo raciocínio.

Nota editorial

Este conteúdo é uma transcrição de programa de entretenimento jornalístico e não constitui publicação científica revisada. O estudo ucraniano mencionado não havia passado por peer review no momento da gravação. As afirmações sobre dimensões e velocidades dos objetos são declarações dos pesquisadores ucranianos, não fatos verificados independentemente. O leitor pode acessar o vídeo original em inglês pelo link da fonte oficial.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo DoD e NASA
IST
Independent Study Team — Equipe de Estudo Independente da NASA sobre UAP, da qual Mike Gold fez parte
Peer review
Revisão por pares — processo de validação científica em que especialistas independentes avaliam metodologia e conclusões de um estudo antes de sua publicação oficial
Lunar horizon glow
Brilho do horizonte lunar — fenômeno luminoso observado no horizonte da Lua cuja origem permanece sem explicação científica consolidada
Hélio-3
Isótopo do hélio raro na Terra e abundante na Lua, considerado potencial combustível para reatores de fusão nuclear
Spectrography / Spectrografia
Técnica de análise da composição química de um objeto por meio do espectro de luz emitida ou refletida
Anomalous maneuver
Manobra anômala — movimento de objeto que não pode ser explicado por forças gravitacionais ou fenômenos físicos convencionais; um dos observáveis-padrão na análise de UAP
Commercial Lunar Payload Services (CLPS)
Programa da NASA de serviços comerciais de carga lunar, pelo qual empresas privadas enviam instrumentos científicos à Lua

Perguntas frequentes

O que os cientistas ucranianos afirmam ter observado próximo à Lua?
Mais de 20 objetos não identificados se movendo próximos e sobre a superfície lunar em 2025, registrados por câmera de alta velocidade (20 quadros/segundo). Alguns objetos teriam dimensões estimadas de até 25 milhas e velocidades de até 4,1 milhas por segundo.
O estudo ucraniano foi validado pela comunidade científica?
Não. Ao momento da gravação do vídeo, o estudo ainda não havia passado por revisão por pares (peer review), o que impede a validação independente de suas conclusões.
O que é o lunar horizon glow e por que é considerado anômalo?
É um brilho observado no horizonte lunar, detectado desde as missões Surveyor e Apollo e registrado novamente em 2025 pela lander Blue Ghost. Segundo Mike Gold, as explicações convencionais (poeira lunar ativada por radiação solar) não encontram suporte experimental suficiente, tornando o fenômeno ainda sem explicação aceita.
Mike Gold afirmou que existe uma base alienígena na Lua?
Não. Gold respondeu explicitamente 'I don't know' e defendeu que a ciência deve seguir os dados sem concluir prematuramente em nenhuma direção.
Quais imagens do Apollo 17 foram mencionadas no programa?
Imagens tiradas da superfície lunar pelos astronautas do Apollo 17 que apresentariam luzes em configuração triangular, descritas por Gold como similares a imagens UAP registradas na Terra. Essas imagens teriam sido incluídas em uma divulgação recente do Departamento de Defesa.

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