NEWSNATION · 07 de agosto de 2026
Jornalista explica dois UAPs distintos filmados por militares: o 'lustre' e a 'água-viva'
Em entrevista ao canal NewsNation, jornalista especializado em UAP distingue dois eventos separados registrados por militares: um objeto de morfologia incomum chamado de 'água-viva', que teria submerso por 17 minutos antes de partir em alta velocidade, e outro denominado 'lustre', identificado pelo formato visto por baixo.
Dois objetos, dois eventos
A entrevista veiculada pelo canal de televisão NewsNation reúne um jornalista especializado em Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP) para esclarecer uma confusão recorrente entre dois casos distintos que circulavam simultaneamente na mídia e na comunidade de inteligência dos Estados Unidos.
O entrevistado deixa claro desde o início:
"Vamos separar os dois para sua audiência."
Aos olhos do público, os apelidos informais — 'água-viva' (jellyfish), 'monstro de espaguete' (spaghetti monster) e 'lustre' (chandelier) — criavam sobreposição entre eventos que, segundo o jornalista, são registros militares de UAP distintos, designados formalmente por agências de inteligência norte-americanas.
O UAP 'água-viva': capacidade transmídia relatada
O caso da 'água-viva' é descrito como o de maior relevância operacional entre os dois. O objeto recebeu esse apelido por sua morfologia incomum — o jornalista descreve aparência similar a uma água-viva — e por um comportamento que, se confirmado, representaria uma das características mais debatidas no campo UAP: a chamada capacidade transmídia (trans-medium capability), ou seja, a habilidade de operar em meios diferentes, como o ar e a água, sem aparente degradação de desempenho.
Segundo o relato na entrevista:
"O objeto entrou na água por 17 minutos e depois saiu e disparou em velocidade extraordinária."
Essa sequência — submersão prolongada seguida de saída a alta velocidade — é o núcleo do relato. O jornalista afirma que há mais filmagens além do que foi tornado público, e que parte desse material foi exibida a membros da comunidade de inteligência dos EUA. A existência de uma 'história maior a contar' é mencionada explicitamente, sugerindo que o material divulgado ao público seria apenas uma fração do registro total.
É importante notar que a entrevista não apresenta o vídeo completo nem fornece metadados do arquivo (data, localização, unidade militar responsável). O conteúdo se limita à descrição verbal do jornalista, sem confirmação institucional citada diretamente na transcrição disponível.
O UAP 'lustre': morfologia vista de baixo
O segundo objeto — o 'lustre' (chandelier) — recebe esse apelido pela aparência quando observado de baixo: o jornalista compara a forma à de um lustre. A entrevista confirma que existe pelo menos uma imagem (picture) desse objeto circulando, mas o entrevistador questiona a ausência de vídeo.
A resposta do jornalista:
"Há mais filmagens. Algumas pessoas tiveram acesso a partes delas dentro da comunidade de inteligência."
Isso indica que, ao momento da gravação da entrevista, o material audiovisual do 'lustre' não havia sido disponibilizado publicamente na íntegra. A narrativa reforça o padrão recorrente em casos UAP de alto perfil: existência de registros institucionais que permanecem restritos enquanto fragmentos vazam ou são brevemente exibidos em contextos controlados.
Contexto: filmagens militares e designação formal
Um ponto central da fala do jornalista é a caracterização dos dois casos como filmagens militares de UAP formalmente designados por agências de inteligência. Essa distinção é relevante porque diferencia os relatos de gravações amadoras ou rumores, enquadrando-os no tipo de material que órgãos como o AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios) são mandatados a coletar e analisar.
O AARO foi estabelecido pelo Departamento de Defesa em 2022 com a missão de centralizar a coleta, análise e reporte de UAP registrados por sensores militares e de inteligência. A existência de filmagens institucionais de objetos com morfologia incomum e comportamento transmídia seria, em tese, exatamente o tipo de dado que o escritório deveria processar.
Limitações do relato
A entrevista, por seu formato, apresenta limitações documentais significativas:
- Ausência de datas: nenhuma data de ocorrência dos eventos é citada na transcrição;
- Ausência de localização: o local dos avistamentos não é mencionado;
- Ausência de unidade militar: a unidade responsável pelas filmagens não é identificada;
- Sem confirmação institucional direta: nenhuma agência é citada nominalmente como fonte das imagens.
O relato é atribuído a um jornalista, não a uma fonte oficial. Isso não invalida o conteúdo, mas situa o material no campo do jornalismo investigativo — sujeito a verificação posterior — e não no de divulgação oficial.
Relevância no debate UAP
O conceito de capacidade transmídia tem sido discutido em audiências no Congresso norte-americano e em relatórios do ODNI (Escritório do Diretor de Inteligência Nacional). O relatório anual do AARO e os depoimentos de figuras como David Grusch ao Congresso em 2023 mencionaram objetos operando em múltiplos domínios. A entrevista da NewsNation se insere nesse contexto de cobertura jornalística intensa que antecedeu e acompanhou as audiências legislativas sobre UAP.
O vídeo original em inglês está disponível no canal da NewsNation no YouTube, no link fornecido pela fonte.
Glossário
- UAP
- Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo DoD em substituição a 'OVNI'.
- Trans-medium capability
- Capacidade transmídia — habilidade atribuída a certos objetos de operar em múltiplos domínios físicos (ar, água, espaço) sem aparente limitação de desempenho.
- AARO
- Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios — órgão do Departamento de Defesa dos EUA criado em 2022 para centralizar análise de UAP.
- ODNI
- Escritório do Diretor de Inteligência Nacional — coordena a comunidade de inteligência dos EUA e produziu relatórios oficiais sobre UAP.
- Intelligence Community
- Comunidade de inteligência dos EUA — conjunto de 18 agências federais responsáveis por coleta e análise de inteligência, incluindo CIA, DIA e NSA.
- Jellyfish UAP
- Apelido informal para UAP de morfologia similar a água-viva, descrito como capaz de operar em ar e água.
- Chandelier UAP
- Apelido informal para UAP com aparência de lustre quando observado de baixo; evento distinto do 'água-viva'.
Perguntas frequentes
- O 'lustre' e a 'água-viva' são o mesmo objeto?
- Não. O jornalista esclarece explicitamente que são dois eventos separados, com filmagens distintas, ambos registrados por militares.
- O que é capacidade transmídia no contexto UAP?
- É a habilidade descrita de um objeto operar em mais de um meio físico — no caso relatado, ar e água — sem aparente perda de desempenho. O UAP 'água-viva' é descrito como o que demonstrou essa característica.
- Quanto tempo o objeto 'água-viva' ficou submerso, segundo o relato?
- 17 minutos, conforme descrito pelo jornalista na entrevista.
- O vídeo completo do UAP 'lustre' foi divulgado ao público?
- Não, segundo o jornalista. Apenas uma imagem circulou publicamente; partes da filmagem foram exibidas a membros da comunidade de inteligência.
- As agências de defesa confirmaram oficialmente esses casos na entrevista?
- Não. A transcrição disponível não cita confirmação nominal de nenhuma agência governamental. O relato parte do jornalista, não de fonte institucional direta.
- Há mais filmagens além do que foi divulgado?
- Segundo o jornalista, sim: 'há uma história maior a contar' e mais material existe, parte do qual foi exibida dentro da comunidade de inteligência.
Entidades citadas
- NewsNation· agency
- jellyfish UAP· incident
- chandelier UAP· incident
- spaghetti monster· incident
- intelligence Community· agency
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