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NEWSNATION · 07 de agosto de 2026

'Isso é um roteiro de Hollywood': Michio Kaku comenta relatos de OVNIs e alienígenas

O físico teórico Michio Kaku avalia, em entrevista à NewsNation, as declarações do ex-oficial do Pentágono David Grusch sobre recuperação de naves e corpos não humanos. Kaku reconhece mudança no ônus da prova, mas exige evidências científicas concretas antes de qualquer conclusão definitiva.

Contexto da entrevista

Este conteúdo é a transcrição automática de um vídeo publicado no canal do YouTube da NewsNation, apresentado pela jornalista Banfield. O entrevistado é o físico teórico e divulgador científico Michio Kaku, professor da City University of New York e autor de diversas obras de física teórica, incluindo Quantum Supremacy. O tema central é a declaração pública de David Grusch, ex-integrante da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) e veterano da Força Aérea dos EUA, que afirmou ao Congresso e à imprensa ter evidências de que o governo americano recuperou naves intactas e possivelmente restos mortais de origem não humana.

A mudança no ônus da prova

Kaku abre a entrevista com uma distinção que considera fundamental:

"No passado, tínhamos fazendeiros e moradores de subúrbio dizendo que viram algo lá fora. O ônus da prova recaía sobre eles para provar que eram visitas extraterrestres. Agora o ônus da prova mudou. Agora é o Pentágono que tem de provar que essas coisas não são extraterrestres."

Para o físico, essa inversão representa um marco histórico. A diferença, segundo ele, é que o debate já não se restringe a testemunhos anônimos — há agora uma disputa interna no próprio Pentágono, com militares de alto escalão contradizendo uns aos outros publicamente.

O que Grusch afirma — e o que falta provar

A apresentadora resume as alegações de Grusch: que elementos das destroços recuperados não seriam de origem humana e que teria havido a recuperação de pilotos — possivelmente de espécie não humana. Kaku responde com cautela científica deliberada:

"Ainda não vimos a prova definitiva. Não vimos evidências de DNA, por exemplo, desses corpos alienígenas. Não vimos transistores alienígenas em circuitos alienígenas, o que encerraria a questão imediatamente. Assim que tivermos DNA alienígena ou um chip alienígena, fim de papo."

O físico deixa claro que, sem a chamada smoking gun — a prova irrefutável —, cientistas precisam reservar o julgamento final. No entanto, ele reconhece que o simples fato de o debate estar acontecendo em nível institucional já é notável.

Credibilidade das fontes e contexto político

A apresentadora destaca a diferença entre as declarações atuais e relatos anteriores: Grusch é um veterano militar com credenciais em agências de inteligência, não uma fonte anônima ou sensacionalista. Kaku corrobora essa percepção ao afirmar que a discussão deixou de pertencer ao universo dos tabloides e passou a ocupar espaço em veículos de imprensa factual — o que, por si só, já representa uma transformação no debate público sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP).

A questão da hostilidade extraterrestre

A entrevista aborda também o cenário de potencial hostilidade. Kaku recorre a uma analogia para minimizar o risco:

"Se você caminha numa trilha na floresta e encontra um esquilo, você vai tentar conquistar o esquilo e seu habitat? Não. Da mesma forma, se os alienígenas conseguem nos alcançar do espaço sideral, eles estão centenas ou milhares de anos à nossa frente. Simplesmente não somos uma ameaça para eles."

Contudo, o físico admite que existe um cenário de risco análogo ao encontro entre Cortez e a civilização asteca: uma diferença tecnológica tão grande que, mesmo sem intenção de conquista, pode resultar em devastação. Por isso, Kaku se declara contrário a anunciar ativamente a existência humana para civilizações extraterrestres antes de compreender suas intenções — posição alinhada com as críticas ao projeto METI (Messaging Extraterrestrial Intelligence) feitas por outros cientistas, como Stephen Hawking.

Posição sobre o projeto SETI

Kaku diz apoiar o projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que escaneia o espaço em busca de sinais de vida inteligente de forma passiva, sem transmitir. A distinção entre escutar e anunciar é, para ele, crucial do ponto de vista estratégico.

Relevância no debate sobre UAP

A entrevista foi publicada em meio à intensificação das audiências do Congresso americano sobre UAP em 2023, período em que Grusch prestou depoimento formal sob juramento. O conteúdo não constitui documento governamental classificado, mas integra o registro público do debate científico e jornalístico sobre o tema. O vídeo original em inglês está disponível no canal da NewsNation no YouTube. O leitor interessado no documento original pode acessá-lo diretamente pelo link da fonte.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo DoD e ODNI para substituir 'OVNI'
Smoking Gun
Expressão em inglês para 'prova irrefutável' — evidência que, por si só, encerra uma questão científica ou jurídica
Whistleblower
Informante ou denunciante que revela informações de interesse público, geralmente protegido por legislação específica nos EUA
NGA
National Geospatial-Intelligence Agency — Agência Nacional de Inteligência Geoespacial dos EUA, subordinada ao DoD
SETI
Search for Extraterrestrial Intelligence — projeto científico de busca passiva por sinais de inteligência extraterrestre
METI
Messaging Extraterrestrial Intelligence — prática controversa de transmitir sinais ativos para possíveis civilizações extraterrestres
Ônus da prova
Obrigação de apresentar evidências suficientes para sustentar uma afirmação; na entrevista, Kaku argumenta que esse ônus migrou do declarante para o Pentágono

Perguntas frequentes

Qual é a posição de Michio Kaku sobre as alegações de David Grusch?
Kaku considera as alegações notáveis e reconhece a mudança no ônus da prova, mas afirma que ainda falta a 'prova definitiva' — como DNA alienígena ou circuitos de origem não humana — para que cientistas possam emitir um julgamento final.
O que seria, segundo Kaku, a prova definitiva da origem extraterrestre?
Kaku cita DNA alienígena ou transistores/chips de origem não humana como exemplos de evidências que encerrariam o debate de forma irrefutável.
Kaku teme que alienígenas sejam hostis?
Não diretamente. Ele argumenta que uma civilização capaz de nos alcançar é muito mais avançada e não nos veria como ameaça. Porém, adverte contra anunciar ativamente nossa existência antes de conhecer suas intenções.
Por que Kaku chama o cenário de 'roteiro de Hollywood'?
Porque as alegações — naves intactas, corpos não humanos, debate interno no Pentágono — parecem ficção científica, mas agora provêm de fontes institucionais com credenciais militares e de inteligência, não de tabloides.
Kaku apoia o projeto SETI?
Sim. Ele apoia a escuta passiva do espaço em busca de sinais, mas é contra transmissões ativas que anunciem a existência humana a civilizações desconhecidas.

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