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NEWSNATION · 07 de agosto de 2026

Delator descreve vídeo de objeto em forma de disco que parece 'assustado' ao ser filmado

Matthew Brown, ex-funcionário de segurança nacional dos EUA, descreve em podcast vídeos de UAP coletados por programa sigiloso chamado 'Immaculate Constellation'. Um registro em particular mostra disco voador sobre oceano que aparenta reagir ao ser captado pela câmera.

Contexto do relato

Em entrevista ao jornalista investigativo Jeremy Corbett no podcast Weaponized, o ex-funcionário de segurança nacional Matthew Brown descreveu — sem exibir — vídeos que afirma ter acessado em servidores militares classificados. Brown se identifica como delator (whistleblower) e alega ter descoberto, de forma acidental, um programa governamental sigiloso de coleta de imagens e vídeos de UAP denominado Immaculate Constellation (referido internamente como IMCON).

A reportagem foi veiculada pelo canal NewsNation e apresentada pela jornalista Elizabeth Vargas, que entrevistou Jeremy Corbel logo após a divulgação do episódio do podcast.

O vídeo do disco 'assustado'

Segundo Brown, um vídeo em particular chamou sua atenção. Ele descreve um objeto em formato de disco de grande porte voando sobre o que parece ser um oceano, movendo-se entre nuvens de forma que ele classifica como "brincalhona". O momento mais marcante, segundo o delator, ocorre quando o objeto parece perceber que está sendo filmado:

"Essa coisa vem surgindo de baixo da cobertura de nuvens. Sobe e então, quando está quase no centro do quadro, se move rapidamente para o lado — como se tentasse sair de campo. Como se tivesse entrado sem querer e percebido: 'Opa, alguém me viu, preciso sair daqui'."

Brown descreve a sensação transmitida pelo objeto como visivelmente de surpresa ou reação, embora reconheça não saber a natureza do fenômeno — se seria tecnologia norte-americana, de um adversário estrangeiro ou "algo que não é deste mundo".

Corbel confirma ter visto o vídeo

Ao ser questionado por Vargas, Jeremy Corbel afirmou ter visto esse registro específico — bem antes de conhecer Matthew Brown — e que o vídeo é considerado relativamente conhecido dentro da comunidade de inteligência entre aqueles com acesso aos servidores classificados correspondentes.

"Eu vi isso há muito tempo, muito antes de conhecer Matthew. É um material que, dentro da comunidade de inteligência, para quem tem acesso aos servidores, é de certo modo famoso neste ponto."

Corbel acrescentou que ele e o jornalista George Knapp acumularam ao longo de uma década de investigações uma quantidade significativa de filmagens militares, a maioria das quais nunca foi divulgada ao público por razões de segurança. O jornalista afirmou que algumas das imagens que Brown descreve coincidem com material ao qual ele e Knapp tiveram acesso por vias independentes — não por meio do próprio Brown.

Alegações sobre encobrimento e teorias de Brown

Ao final do podcast, Brown foi convidado a compartilhar suas conclusões pessoais. Ele afirmou acreditar que o governo norte-americano conhece a natureza dos UAP e oculta essa informação do público, deixando, nas suas palavras, as "pessoas comuns para trás".

Brown também avançou uma hipótese sobre a origem dos fenômenos: sugere que as entidades responsáveis podem residir na Terra há longa data, possivelmente desde os primórdios da história registrada, e que poderiam existir múltiplas facções — de uma mesma espécie ou de espécies distintas.

A apresentadora e o próprio Corbel fizeram questão de separar os fatos relatados por Brown em capacidade oficial (o acesso ao programa IMCON, os vídeos em servidores classificados, o testemunho sigiloso perante o Congresso) das opiniões pessoais dele sobre a natureza do fenômeno.

Credenciais do delator e processo formal

Corbel descreveu Brown como um delator "exemplar" que teria seguido os procedimentos corretos: realizou revisão pré-publicação (pre-publication review) e prestou depoimento sigiloso a portas fechadas. A identidade de Brown como ex-funcionário de segurança nacional é apresentada como elemento central de credibilidade do relato.

Pontos quentes e concentração de avistamentos

Corbel abordou também a questão geográfica dos avistamentos, mencionando que a costa da Califórnia representa um ponto quente (hot spot) documentado de atividade UAP. Atribuiu a maior concentração de registros nessas áreas à presença de mais hardware militar — porta-aviões, aeronaves, câmeras térmicas infravermelhas — e à evolução das capacidades de captura de imagem, e não necessariamente a uma concentração maior do fenômeno em si.

"Estamos num ambiente rico em dados. Não podemos ter uma perspectiva pobre em dados."

Nota editorial

Este conteúdo é baseado na transcrição automática de vídeo jornalístico do canal NewsNation no YouTube. Os vídeos descritos por Brown não foram divulgados publicamente. As afirmações sobre o programa Immaculate Constellation, sobre encobrimento governamental e sobre a natureza dos UAP partem exclusivamente de declarações dos entrevistados e não foram confirmadas por fontes governamentais oficiais até o momento desta publicação. O vídeo original em inglês pode ser acessado via link da fonte acima.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo DoD e pela comunidade de inteligência dos EUA
IMCON / Immaculate Constellation
Programa governamental sigiloso de coleta de imagens e vídeos de UAP, descrito pelo delator Matthew Brown
Whistleblower
Delator — indivíduo que, em capacidade oficial, denuncia irregularidades ou revela informações sigilosas de interesse público seguindo (ou não) procedimentos legais estabelecidos
Hot spot
Ponto quente — área geográfica com concentração notavelmente alta de avistamentos ou registros de UAP
Pre-publication review
Revisão pré-publicação — processo pelo qual ex-funcionários com acesso a informações classificadas submetem seus relatos à revisão governamental antes de torná-los públicos
Thermal infrared
Infravermelho térmico — tecnologia de câmera capaz de capturar imagens baseadas em emissão de calor, usada amplamente por sistemas militares de vigilância
Classified servers
Servidores classificados — infraestrutura de armazenamento de dados protegida por graus de sigilo, acessível apenas a pessoal com credencial de segurança correspondente
DoD
Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Department of Defense)

Perguntas frequentes

O que é o programa Immaculate Constellation (IMCON)?
Segundo Matthew Brown, é um programa governamental sigiloso dos EUA voltado para coleta de imagens e vídeos de UAP obtidos de servidores militares classificados. O delator afirma ter encontrado o programa de forma acidental.
Jeremy Corbel viu o vídeo do disco 'assustado'?
Sim. Corbel afirmou ter visto o vídeo há muito tempo, antes de conhecer Brown, e que o material é relativamente conhecido dentro da comunidade de inteligência com acesso aos servidores classificados.
O que Matthew Brown descreve no vídeo mais impactante?
Um disco de grande porte voando sobre o oceano entre nuvens que, ao ser enquadrado pela câmera, move-se rapidamente para o lado, como se percebesse que estava sendo filmado.
Brown afirma saber o que é o objeto filmado?
Não. Brown declarou explicitamente não saber se o objeto é tecnologia norte-americana, de um adversário estrangeiro ou algo de outra origem.
Por que há mais registros de UAP na costa da Califórnia?
Corbel atribui a concentração de registros nessa região à maior presença de hardware militar — porta-aviões, aeronaves e câmeras térmicas —, e à evolução das capacidades de captura de imagem, não necessariamente a maior atividade do fenômeno em si.
Brown seguiu procedimentos formais como delator?
Segundo Corbel, sim. Brown teria realizado revisão pré-publicação e prestado depoimento sigiloso ao Congresso antes de falar publicamente.
Os vídeos descritos por Brown foram divulgados ao público?
Não. Até o momento da reportagem, os vídeos permanecem em servidores classificados e não foram liberados para o público.

Entidades citadas

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