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NEWSNATION · 18 de setembro de 2026

Ross Coulthart: 75 Anos Depois, as Mesmas Perguntas sobre UAPs Continuam Sem Resposta

O correspondente de investigação Ross Coulthart analisa a persistência do mistério UAP desde a década de 1950. O relatório destaca a inconsistência nas explicações oficiais da Força Aérea e a possibilidade de tecnologias hipersônicas de adversários estrangeiros ou origens não humanas.

Persistência Histórica do Fenômeno UAP

O jornalista investigativo Ross Coulthart, em análise para a NewsNation, destaca que as questões fundamentais sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP) permanecem as mesmas há três quartos de século. A discussão foca em áudios e documentos do início da década de 1950, revelando que autoridades militares já lidavam com incursões de objetos que desafiavam as capacidades tecnológicas da época.

O Legado do Projeto Blue Book e Edward Ruppelt

Coulthart cita Edward Ruppelt, ex-chefe do Projeto Blue Book, que em 1952 admitiu a existência de objetos rastreados em campos de mísseis a velocidades superiores a 12.000 milhas por hora (aproximadamente 19.300 km/h). Naquele período, não existiam aeronaves conhecidas capazes de atingir tais velocidades ou realizar manobras hipersônicas sem meios visíveis de propulsão. O documento ressalta a frustração de que tais informações tenham sido mantidas fora do domínio público por tanto tempo.

O Caso Tremonton e a Política de Ofuscação

Um ponto crucial da investigação é o filme de Tremonton (1952), capturado pelo Suboficial da Marinha Delbert Newhouse. Embora análises internas da Força Aérea (USAF) indicassem que o brilho e comportamento dos objetos não eram compatíveis com aves, um memorando de 1953 sugeria que a explicação oficial deveria ser "balões ou gaivotas" caso o filme fosse liberado. Esse padrão de oferecer explicações plausíveis, porém tecnicamente incorretas, é identificado como uma estratégia de desinformação deliberada.

Ameaças Modernas e Tecnologias Transmídia

Ao transpor o debate para o cenário atual (2023-2025), o relatório aborda incidentes recentes em zonas de conflito, como o Mar da China Meridional. Coulthart discute a possibilidade de os UAPs serem drones de adversários (como China ou Rússia) que teriam superado a tecnologia dos EUA em termos de furtividade e manobrabilidade hipersônica. Ele ressalta que, se estes objetos possuírem capacidades transmídia (operar no ar e na água) e sustentação positiva sem propulsão térmica visível, representam uma falha de inteligência significativa para o Departamento de Defesa (DoD). No entanto, a falta de transparência sobre se esses objetos são nacionais, estrangeiros ou de origem anômala permanece o cerne da questão política atual.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena)
Project Blue Book
Projeto sistemático da Força Aérea dos EUA (1952-1969) para investigar avistamentos de OVNIs
Transmedium
Capacidade de um objeto transitar entre diferentes meios, como do espaço para a atmosfera ou da atmosfera para a água
Hypersonic
Velocidades que excedem cinco vezes a velocidade do som (Mach 5)
Positive Lift
Sustentação aerodinâmica gerada sem meios convencionais visíveis de propulsão ou superfícies de controle

Perguntas frequentes

Qual era a velocidade dos objetos relatados por Ruppelt em 1952?
Os objetos foram rastreados em um campo de mísseis a aproximadamente 12.000 milhas por hora.
O que era a 'desculpa das gaivotas' mencionada no documento?
Era uma estratégia da Força Aérea em 1953 para explicar publicamente filmagens de UAPs como aves ou balões, mesmo sabendo que a explicação não era plausível.
Qual é a preocupação de Coulthart sobre tecnologias de adversários estrangeiros?
Ele teme que, se os UAPs forem drones russos ou chineses com capacidades hipersônicas e transmídia, isso significaria que esses países superaram drasticamente a tecnologia militar dos EUA.

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