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NEWSNATION · 06 de agosto de 2026

Verificação de Fatos: Relatos de Marines sobre UAP e questionamentos sobre novas evidências em vídeo

Programa de entrevistas da NewsNation reúne ex-fuzileiro naval Roderick Castle, o pesquisador UAP Gerb e o jornalista Ross Coulthart para examinar três casos de Marines dos EUA que alegam ter encontrado aeronaves anômalas e sido detidos por paramilitares de uniforme preto com sotaque americano em 1997 e 2009.

Contexto geral do episódio

Este episódio do programa Reality Check da NewsNation, apresentado pelo jornalista investigativo australiano Ross Coulthart, aborda o depoimento inédito do ex-fuzileiro naval Roderick Castle sobre um incidente ocorrido durante o Experimento Avançado de Guerra Hunter Warrior (Hunter Warrior Advanced Warfighting Experiment), realizado entre 2 e 14 de março de 1997 na Marine Corps Air Ground Combat Center em 29 Palms, Califórnia.

O programa coloca o relato de Castle lado a lado com dois outros casos já documentados publicamente: o do ex-Marines Jonathan Weygandt (Peru, abril de 1997) e Mike Herrera (Indonésia, 2009), buscando identificar padrões comuns que, segundo os participantes, sugerem a existência de uma operação encoberta recorrente envolvendo aeronaves de propulsão desconhecida e equipes paramilitares sem identificação.


O relato de Roderick Castle (29 Palms, março de 1997)

Castle serviu como fuzileiro naval entre 1994 e meados dos anos 2000 e, durante o exercício Hunter Warrior, integrava uma equipe de suporte técnico encarregada de simular a recuperação de aeronaves Harrier abatidas. Na madrugada de aproximadamente 2h00, a torre de controle da base despachou a equipe para investigar "atividade anômala de sinalizadores" a cerca de 8 km do perímetro.

Ao ultrapassar uma elevação do terreno, Castle e mais quatro fuzileiros avistaram o que descreveu como:

"Um triângulo equilátero de 60 a 90 metros pairando no ar."

Segundo Castle, assim que a equipe desceu a encosta, foram imediatamente abordados por ao menos 30 homens armados em uniformes totalmente pretos, sem insígnias, brasões, distintivos de unidade ou bandeiras nacionais. Os homens falavam com sotaque americano e estavam equipados com capacetes rígidos, equipamentos tipo SWAT e submetralhadoras compactas. A equipe foi mantida de cabeça abaixada em ponto de mira enquanto a aeronave decolava na direção noroeste em alta velocidade.

Após a partida da aeronave, os paramilitares recuaram para veículos táticos pretos e se retiraram. A viatura dos Marines ficou inoperante por cerca de 5 minutos antes de religar. De volta à base, por volta das 4h00, o grupo foi recebido pelo sargento-instrutor (gunnery sergeant) e pelo oficial de warrant, que fizeram apenas uma referência velada ao incidente — "Alguma atividade de sinalizadores por aí, rapazes?" — sinalizando que o assunto deveria ser encerrado.

No dia seguinte, os cinco Marines foram convocados para a enfermaria e receberam o que foi descrito como um reforço da vacina contra antraz, com assinatura de documentação que não lhes foi explicada. Um fuzileiro armado permanecia à porta da sala.

Castle relata diagnóstico de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) reconhecido pelo Departamento de Assuntos de Veteranos (VA), embora o incidente em si nunca tenha sido formalmente registrado.


Paralelismos com os casos Weygandt e Herrera

O pesquisador UAP Gerb — que permanece anônimo — apresenta uma análise comparativa dos três casos, apontando os seguintes elementos comuns:

Gerb sugere que o armamento observado por Castle e Weygandt em 1997 — submetralhadoras compactas — é compatível com o equipamento padrão das Equipes de Resposta Especial do Departamento de Energia (DOE Special Response Teams) nas décadas de 1980 e 1990.


A teoria sobre o DOE e a legislação de 1954

Um ponto de destaque técnico levantado por Gerb é a relação entre as operações descritas e o Acordo de Energia Atômica de 1954 (Atomic Energy Agreement), que confere ao DOE autoridade sobre determinadas categorias de informação classificada como "informação nuclear estrangeira transclassificada" (trans-classified foreign nuclear information). Segundo o pesquisador, essa mesma estrutura legal foi referenciada na emenda Schumer ao projeto de lei de autorização de defesa (NDAA), precisamente como mecanismo que pode ser usado para proteger dados sobre UAPs, materiais recuperados e testemunhos relacionados da supervisão convencional.

O programa alerta que solicitações via FOIA (Lei de Liberdade de Informação) ao DOE são praticamente inoperantes nesses casos, tornando a rastreabilidade independente extremamente difícil.


A hipótese de Gerb sobre o propósito da operação

Gerb propõe que a aeronave triangular observada por Castle era um veículo de reprodução alienígena (alien reproduction vehicle) operado pela Marinha ou Força Aérea dos EUA, possivelmente testado em exercícios conjuntos com forças amigas (blue forces) sem o conhecimento do comando geral do exercício Hunter Warrior. A hipótese é que a equipe da Marinha se inseriu no exercício Hunter Warrior como adendo de última hora em fins de 1996, para praticar operações de infiltração/exfiltração (infil/exfil) e recuperação de aeronaves usando esses veículos avançados próximo a ativos militares convencionais.

O programa também evoca o episódio UFO belga de 1989-1990, quando Coulthart afirma ter entrevistado o ex-chefe da Força Aérea belga sobre aeronaves triangulares aparentemente idênticas às descritas por Castle.


Posição dos apresentadores e apelo ao Congresso

Coulthart conclui o episódio afirmando possuir informações de fontes dentro de programas de legado (legacy programs) de que os EUA operam aeronaves anti-gravitacionais há décadas e que esse segredo "é protegido a ponto de matar". Cita mortes em confrontos azul-sobre-azul (blue-on-blue) — entre diferentes braços das Forças Armadas — sem fornecer detalhes específicos, alegando compromissos de confidencialidade.

O programa faz um apelo direto ao Congresso americano para que os casos Castle, Weygandt e Herrera sejam investigados no contexto das audiências sobre transparência em UAPs.

"Quem quer que sejam, eles estavam operando com impunidade tanto em território continental dos EUA quanto ao redor do mundo."


Nota editorial

Este artigo é uma tradução e síntese da transcrição automática do vídeo original publicado pela NewsNation no YouTube. Os relatos aqui descritos são depoimentos não corroborados por documentação oficial pública até a data de divulgação. Nenhuma agência governamental confirmou os incidentes. O leitor pode acessar o vídeo original em inglês pelo link da fonte.

Glossário

Hunter Warrior Advanced Warfighting Experiment
Exercício avançado de tática de guerra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA realizado em março de 1997 em 29 Palms, Califórnia, para testar novos equipamentos e doutrinas de combate.
Blue-on-blue
Termo militar para confronto entre forças amigas (fratricídio ou conflito interno entre diferentes unidades/agências dos próprios EUA).
NEST
Nuclear Emergency Support Team — Equipe de Suporte a Emergências Nucleares do Departamento de Energia dos EUA, que opera sob autoridade do Acordo de Energia Atômica de 1954.
Alien Reproduction Vehicle (ARV)
Terminologia não oficial usada por pesquisadores para designar supostas aeronaves construídas pelos EUA com base em tecnologia de propulsão recuperada de craft não humanos.
Infil/Exfil
Infiltração e exfiltração — termos militares para inserção e retirada furtiva de equipes em território adverso ou controlado.
C4ISR
Command, Control, Communications, Computers, Intelligence, Surveillance and Reconnaissance — sistemas integrados de comando, controle, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento.
MOP (Mission-Oriented Protective Posture)
Postura de proteção orientada à missão — protocolo e equipamento de proteção química, biológica, radiológica e nuclear (CBRN) usado em zonas de risco.
JSOC
Joint Special Operations Command — Comando de Operações Especiais Conjuntas dos EUA, que coordena forças de operações especiais de alta capacidade.
Trans-classified foreign nuclear information
Categoria legal criada sob o Acordo de Energia Atômica de 1954 que classifica certos dados como informação nuclear estrangeira transclassificada, removendo-os dos mecanismos normais de supervisão e FOIA.
TEPT / PTSD
Transtorno de Estresse Pós-Traumático — condição psiquiátrica reconhecida pelo VA (Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA) para veteranos expostos a situações traumáticas em serviço.

Perguntas frequentes

O que Roderick Castle afirma ter visto em 29 Palms em 1997?
Um triângulo equilátero de aproximadamente 60 a 90 metros pairando no ar, sem emissão de som audível, que decolou a alta velocidade na direção noroeste após a chegada de paramilitares armados de uniforme preto.
Quem eram os homens armados que abordaram os Marines nos três casos?
De acordo com os depoimentos, eram indivíduos com sotaque americano, uniformes pretos sem insígnias ou identificação de unidade, equipados com submetralhadoras compactas (1997) ou rifles M16A4 (2009). Nenhuma identidade oficial foi confirmada.
O que é o Acordo de Energia Atômica de 1954 e qual sua relevância para UAPs?
Segundo o pesquisador Gerb, essa lei confere ao Departamento de Energia autoridade sobre categorias de informação classificadas como 'informação nuclear estrangeira transclassificada', estrutura que teria sido referenciada na emenda Schumer ao NDAA como possível mecanismo de proteção de dados sobre UAPs.
Os três relatos têm corroboração documental oficial?
Não. Até a data do programa, nenhum documento oficial público confirma os incidentes. Os relatos são depoimentos pessoais de ex-militares.
Qual a diferença no tratamento dado pelos paramilitares nos três casos?
Em 1997 com Castle, os homens recuaram assim que a aeronave partiu, sem violência além da intimidação por armas. Com Weygandt, também em 1997, houve agressão física e detenção com ameaças de morte por até 48 horas. Com Herrera em 2009, a equipe fotografou documentos dos Marines e recolheu munições, sugerindo maior preparo e protocolo sistematizado.
Castle recebeu algum tipo de NDA formal após o incidente?
Não de forma explícita. O oficial de warrant fez apenas uma referência velada ao incidente ('Alguma atividade de sinalizadores?'), e no dia seguinte os Marines foram levados à enfermaria para receber o que foi descrito como reforço da vacina contra antraz e assinaram documentos sem que o conteúdo lhes fosse explicado.

Entidades citadas

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