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NEWSNATION · 06 de agosto de 2026

Próximo lote de arquivos UAP e debate crescente sobre o que pode ser revelado | Backscroll (NewsNation)

A NewsNation analisa a primeira leva de arquivos UAP desclassificados divulgados pela iniciativa PURSUE do governo Trump, incluindo vídeos militares, imagens de missões Apollo e registros de áudio da missão Gemini. Especialistas debatem o que os dados revelam — e o que ainda pode estar sendo ocultado.

Contexto: A iniciativa PURSUE e a divulgação dos arquivos

O segmento jornalístico da NewsNation cobre a divulgação inicial de arquivos UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados) pelo governo do presidente Donald Trump, por meio da iniciativa denominada PURSUE — sigla para Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (Sistema Presidencial de Desselagem e Relato de Encontros UAP). Segundo a reportagem, mais de 160 arquivos foram tornados públicos sem exigência de credencial de segurança, abrangendo vídeos, fotografias, transcrições de áudio e documentos históricos que remontam à década de 1940.

O material inclui cartas ao então diretor do FBI J. Edgar Hoover, recortes de jornais sobre avistamentos de OVNIs e um ofício de 1966, no qual um chefe de polícia da Virgínia com mais de 20 anos de serviço relatou pessoalmente ter visto objetos semelhantes a discos voadores e solicitou providências do FBI.

Imagens e vídeos militares destacados

Entre os conteúdos divulgados, a reportagem destaca:

Missões Apollo e a questão lunar

O correspondente especial da NewsNation Ross Coulthart destacou como ponto central da divulgação o reconhecimento pelo Departamento de Defesa de que os chamados "pontos azuis" fotografados sobre a superfície lunar em missões como Apollo 12 e Apollo 17 são, potencialmente, objetos físicos — uma conclusão classificada como "admissão extraordinária" pelo repórter.

Coulthart também citou, sem identificar suas fontes nominalmente, que o astronauta Edgar Mitchell (piloto do módulo lunar da Apollo 14) teria confessado em privado ter visto esses objetos a olho nu e que lhe foi dito que discutir o assunto seria considerado traição e violação de seu juramento de sigilo.

Os registros da Apollo incluem ainda:

Um áudio da missão Gemini de 1965 também foi incluído no lote, no qual um astronauta reporta à sala de controle em Houston:

"I got a bogey at 10:00 high." ("Tenho um alvo não identificado às 10 horas, alto.")

A sala de controle pede confirmação se o objeto seria o booster do foguete ou um avistamento real. O astronauta subsequentemente descreve pequenas partículas passando a cerca de 3 ou 4 milhas.

Debate entre especialistas

Ross Coulthart (NewsNation)

Coulthart afirmou que 46 vídeos adicionais solicitados pelo Comitê de Supervisão da Câmara e pela UAP Caucus (grupo bipartidário no Congresso), incluindo a representante Anna Paulina Luna, seriam divulgados na semana seguinte à matéria. Segundo fontes consultadas pelo repórter, parte desse material inclui imagens em qualidade 4K de um objeto se movendo rapidamente sob a água em velocidades além das capacidades humanas conhecidas, além de imagens capturadas durante missões do ônibus espacial STS.

O correspondente questionou por que a investigação UAP da NASA teria limitado seu escopo a fenômenos terrestres e aéreos dentro da atmosfera da Terra, excluindo anomalias registradas em órbita lunar ou em órbita terrestre.

Avi Loeb (Projeto Galileu / Harvard)

O físico teórico Avi Loeb, professor de Harvard e diretor do Projeto Galileu, adotou postura mais cautelosa. Ele reconheceu o valor do material divulgado, mas alertou para limitações analíticas:

Loeb também declarou ter conversado com a liderança do AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios), que confirmou estar totalmente comprometida em cumprir a diretiva de transparência do presidente Trump.

Alegações sobre programas ocultos

Um pesquisador não identificado no vídeo afirmou, com base em testemunhos congressionais anteriores, que os EUA estariam "em posse de aeronaves recuperadas", citando fontes dentro de programas classificados. O pesquisador expressou dúvidas sobre se o presidente Trump admitiria esse fato publicamente, apesar de considerar a divulgação dos dados como um passo importante.

A âncora Natasha também trouxe à tona preocupações levantadas por outros especialistas sobre a existência de gatekeepers que poderiam estar impedindo o acesso à totalidade das informações, mesmo dentro da atual administração.

Perspectiva geral

O segmento conclui com todos os participantes — jornalistas e especialistas — convergindo para a avaliação de que a divulgação inicial representa apenas o começo de um processo mais amplo. Mais arquivos seriam disponibilizados nas semanas seguintes, com a expectativa de que o material subsequente seja ainda mais detalhado e tecnicamente relevante.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo Departamento de Defesa dos EUA em substituição a 'OVNI'
PURSUE
Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters — Sistema Presidencial de Desselagem e Relato de Encontros UAP; iniciativa do governo Trump para desclassificação de arquivos UAP
AARO
All-domain Anomaly Resolution Office — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios; escritório do Pentágono responsável por investigar UAPs
Bogey
Termo militar/aeronáutico para alvo aéreo não identificado; usado pelo astronauta da missão Gemini ao reportar o avistamento à sala de controle
Cinco Observáveis
Conjunto de cinco métricas usadas para classificar um fenômeno como anômalo: sustentação sem superfície aerodinâmica, aceleração súbita, hipersônico sem assinatura térmica, baixa observabilidade por radar e manobras instantâneas
UAP Caucus
Grupo bipartidário de representantes do Congresso dos EUA dedicado a promover transparência e investigação sobre UAPs
Projeto Galileu
Galileo Project — iniciativa científica da Universidade de Harvard, dirigida por Avi Loeb, para coletar e analisar dados sobre fenômenos aéreos anômalos com metodologia científica rigorosa
STS
Space Transportation System — designação oficial do programa do ônibus espacial (Space Shuttle) da NASA; mencionado como fonte de imagens UAP ainda não totalmente explicadas
CUI
Controlled Unclassified Information — Informação Não-Classificada Controlada; categoria de documento sensível mas não secreto, sujeito a regras específicas de disseminação
Desclassificação
Processo formal pelo qual documentos ou materiais previamente classificados como sigilosos são liberados para acesso público

Perguntas frequentes

O que é o PURSUE e por que foi criado?
PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters) é uma iniciativa do governo Trump para desclassificar e tornar públicos arquivos sobre UAPs, sem exigência de credencial de segurança. O objetivo declarado é oferecer transparência máxima ao público americano.
Quantos arquivos foram divulgados na primeira leva?
Mais de 160 arquivos contendo vídeos, fotografias, transcrições de áudio e documentos históricos, abrangendo registros desde a década de 1940.
Os arquivos provam a existência de vida extraterrestre?
Não. Avi Loeb e outros especialistas afirmam que os dados disponíveis não são suficientes para essa conclusão. Fenômenos como impactos de asteroides, detritos espaciais e raios cósmicos são alternativas não descartadas.
O que foi mais destacado nos vídeos militares?
Um vídeo de 2013, capturado no Oriente Médio, mostra um objeto em formato de estrela de oito pontas deixando rastro de luz. Relatórios da Grécia descrevem UAPs fazendo curvas de 90° a 80 mph, manobra além das capacidades humanas conhecidas.
Por que as imagens das missões Apollo chamaram atenção?
O Departamento de Defesa reconheceu que os 'pontos azuis' fotografados sobre a superfície lunar em missões como Apollo 12 e Apollo 17 são potencialmente objetos físicos — avaliação descrita por Ross Coulthart como uma admissão extraordinária.
Há mais arquivos previstos para divulgação?
Sim. Segundo Ross Coulthart, 46 vídeos adicionais solicitados pelo Comitê de Supervisão da Câmara e pela UAP Caucus seriam divulgados na semana seguinte ao segmento, incluindo imagens em 4K e registros de missões do ônibus espacial STS.
Avi Loeb concorda que os dados são conclusivos?
Não. Loeb alerta que metadados cruciais foram redigidos nos documentos e que explicações naturais (asteroides, detritos, raios cósmicos) ainda não foram descartadas para vários dos fenômenos registrados.

Entidades citadas

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