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NEWSNATION · 06 de agosto de 2026

'Homens de Preto' apagaram fotos de UAP gigante, sugere ex-fuzileiro naval

O ex-fuzileiro naval Michael Herrera afirma ter avistado em 2009, na Indonésia, um objeto octogonal de aproximadamente 90 metros de diâmetro durante operação humanitária. Ele diz que foi coagido a assinar acordo de não divulgação sob ameaça de pena capital e que o cartão de memória com imagens do objeto desapareceu de seu equipamento.

Contexto do segmento

Este é um segmento de televisão exibido pelo canal americano NewsNation, no programa Katie Pavlich Tonight, com duração aproximada de dez minutos. O vídeo está disponível no YouTube e apresenta duas entrevistas simultâneas: a do ex-fuzileiro naval Michael Herrera e a do pesquisador de UAP Dr. Steven Greer. Não há data de exibição informada na fonte consultada.

O programa não constitui documento oficial do governo dos EUA, do Departamento de Defesa (DoD) nem do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO). Trata-se de cobertura jornalística televisiva de depoimentos não verificados de forma independente.

O relato de Michael Herrera

Segundo a transcrição, Herrera estava em 2009 em operação humanitária na Indonésia quando, junto a outros membros de seu batalhão, avistou um objeto que descreve como:

"Quando voltamos ao navio, minha câmera estava no beliche. O cartão de memória e a bateria tinham sido removidos."

Herrera afirma que o equipamento estava guardado em seu armário pessoal e que não presenciou a remoção dos itens. Ao retornar à Base Camp Hansen, diz ter sido abordado por um tenente-coronel da Força Aérea que o teria obrigado, junto a outros militares presentes no avistamento, a assinar um acordo de não divulgação (NDA) e um documento classificado como TSSI.

"Fomos ameaçados com traição — um crime capital incluindo morte ou prisão."

Posição de Steven Greer

O Dr. Steven Greer, que se apresenta como pesquisador de UAP com arquivo pessoal de 20 terabytes de dados e mais de 760 denunciantes (whistleblowers), interpretou o relato de Herrera como evidência de aeronaves de fabricação humana — não extraterrestre. Segundo Greer:

"80% dos avistamentos desses objetos são de fabricação humana. O que ele viu foi um OVNI/UAP octogonal de 300 pés de diâmetro, provavelmente saído do Lockheed Skunk Works."

Greer também afirmou que essas aeronaves secretas teriam sido usadas em tráfico humano, embora não apresente evidências documentais durante o programa. Ele mencionou a realização de um evento no National Press Club no dia seguinte à exibição, com outros denunciantes.

Greer distingue dois tipos de UAP em seu modelo interpretativo:

  1. De fabricação humana — maioria dos avistamentos, desenvolvidos por programas negros ilegais
  2. De inteligência não humana (NHI) — considerados por ele uma minoria dos casos

Ameaças a denunciantes

Herrera alertou que denunciantes enfrentam riscos além dos profissionais — como perda de carreira, credenciais de segurança, pensões e benefícios. Ele mencionou ainda ameaças físicas descritas como "wet works" (termo do jargão de inteligência para assassinatos extrajudiciais).

"São principalmente contratados privados corporativos que foram instruídos a eliminar pessoas."

Herrera afirmou estar trabalhando ativamente com órgãos de aplicação da lei federal e ter "medidas em posição caso algo aconteça", sem detalhar quais.

Quanto à proteção legal, mencionou dispositivos da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) que oferecem alguma cobertura para denunciantes em termos de carreira, mas considerou insuficiente a proteção à segurança pessoal.

Contexto institucional

Herrera afirma ter prestado depoimento à Comissão de Inteligência do Senado e ao Pentágono, embora nenhuma dessas instituições tenha emitido declaração pública confirmando ou negando a audiência.

Greer, por sua vez, afirma ter briefado o primeiro diretor de Contrainteligência (CI) da gestão Bill Clinton nos anos 1990, e que mesmo assim o governo teria permanecido alheio aos programas que descreve.

Ressalvas editoriais

As afirmações apresentadas no vídeo são depoimentos testemunhais não corroborados por documentação pública. Nenhum dado técnico, fotográfico ou documental é apresentado durante o segmento. A menção ao "Lockheed Skunk Works" como fabricante da aeronave é uma inferência de Greer, não um dado verificado. O documento TSSI referenciado por Herrera não é descrito em detalhe suficiente para classificação independente.

O leitor pode acessar o vídeo original em inglês diretamente no YouTube pela fonte indicada nesta página.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial atual do governo dos EUA para objetos voadores não identificados
NDA
Non-Disclosure Agreement — Acordo de Não Divulgação, contrato que proíbe o signatário de revelar informações específicas
TSSI
Documento de classificação de segurança referenciado por Herrera; a sigla exata não é explicada no programa
NHI
Non-Human Intelligence — Inteligência Não Humana; termo usado por Greer para se referir a entidades ou tecnologias de origem não terrestre
Wet works
Termo de jargão de inteligência referente a operações que envolvem assassinato ou eliminação física de indivíduos
Skunk Works
Divisão de projetos avançados e secretos da Lockheed Martin, responsável histórica por aeronaves como o U-2 e o SR-71
NDAA
National Defense Authorization Act — Lei de Autorização de Defesa Nacional, legislação anual dos EUA que define orçamento e políticas do Departamento de Defesa; edições recentes incluem dispositivos sobre denunciantes de UAP
HVAC
Heating, Ventilation and Air Conditioning — sistema de aquecimento, ventilação e ar-condicionado; mencionado por Herrera para descrever caixotes vistos no objeto
Whistleblower
Denunciante — indivíduo que expõe publicamente irregularidades cometidas por instituições governamentais ou corporativas, geralmente com proteção legal parcial
AARO
All-domain Anomaly Resolution Office — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, órgão do DoD criado em 2022 para centralizar investigações de UAP

Perguntas frequentes

O que Michael Herrera afirma ter visto na Indonésia em 2009?
Um objeto octogonal de aproximadamente 91 metros de diâmetro (300 pés), em rotação, que mudava de cor, emitia zumbido e partiu em direção ao oceano em alta velocidade sem produzir som.
Como as imagens do objeto teriam sido apagadas?
Herrera afirma que, ao retornar ao navio, encontrou o cartão de memória e a bateria removidos de sua câmera, que estava guardada em seu armário. Ele não viu quem fez a remoção.
Herrera foi forçado a se calar sobre o incidente?
Segundo seu depoimento, um tenente-coronel da Força Aérea o obrigou, junto a outros militares, a assinar um NDA e um documento TSSI, com ameaças de acusação de traição, prisão ou morte.
Steven Greer acredita que o objeto era extraterrestre?
Não. Greer afirmou que o objeto era de fabricação humana, provavelmente oriundo do Lockheed Skunk Works, e que 80% dos avistamentos de UAP seriam de aeronaves secretas construídas por humanos.
Quais riscos Herrera descreve para outros denunciantes?
Perda de carreira, credenciais de segurança, pensões e benefícios, além de ameaças físicas descritas como 'wet works' — assassinatos extrajudiciais atribuídos a contratados privados.
Herrera prestou depoimento a autoridades oficiais?
Segundo o programa, ele teria prestado depoimento à Comissão de Inteligência do Senado e ao Pentágono, mas nenhuma dessas instituições emitiu confirmação pública.

Entidades citadas

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