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JRE · 07 de agosto de 2026

Luis Elizondo no Joe Rogan Experience #2194: ex-diretor do AATIP descreve UAP sobre instalações militares sensíveis

O ex-agente de Contrainteligência Luis Elizondo, que chefiou o programa secreto AATIP no Pentágono, concedeu entrevista detalhada ao apresentador Joe Rogan, descrevendo vídeos classificados de UAP, documentos governamentais da década de 1950 e relatos de pilotos militares sobre objetos não identificados em espaço aéreo controlado dos EUA.

Contexto da entrevista

O episódio #2194 do Joe Rogan Experience (JRE), publicado no canal do YouTube de Joe Rogan, traz Luis Elizondo como convidado central. Elizondo é ex-agente especial de Contrainteligência do Exército norte-americano e, segundo sua própria descrição, foi recrutado por volta de 2009 para dirigir o componente de Contrainteligência e segurança de um programa governamental sensível — que ele identifica como parte do que viria a ser o AATIP (Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais) e o programa guarda-chuva AAWSAP (Programa Avançado de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais).

Esta transcrição automática, de longa duração, cobre desde a trajetória pessoal de Elizondo até análises técnicas de vídeos e documentos oficiais — tornando-a uma das fontes primárias mais detalhadas disponíveis publicamente sobre o funcionamento interno dos programas UAP do Departamento de Defesa (DoD) entre 2009 e meados da década de 2010.

Recrutamento e primeiros contatos com o tema UAP

Elizondo narra que, em 2008, trabalhava no Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) e foi convidado a conhecer o programa por dois indivíduos não identificados. Em reunião inicial, encontrou o Dr. James Latkey — descrito como "o principal cientista de foguetes do governo norte-americano" — que lhe fez a pergunta direta:

"O que você pensa sobre OVNIs?"

Elizondo respondeu que simplesmente não pensava no assunto. Segundo ele, Latkey retrucou com seriedade:

"Não deixe seu viés pessoal dominar você, porque o que você pode aprender pode surpreendê-lo e desafiar qualquer noção preconcebida sobre o que algo é ou não é."

Essa conversa marcou o início de um processo que Elizondo descreve não como uma revelação súbita (epiphany), mas como uma "realização lenta e gradual" de que os fenômenos relatados eram reais e distintos de qualquer tecnologia convencional conhecida.

Vídeos, sensores e os "observáveis" dos UAP

Um trecho central da entrevista trata dos vídeos que o Departamento de Defesa possui além dos três clipes já públicos — Go Fast, Gimbal e FLIR1 ("Tic Tac"). Elizondo afirma:

"Esses três são os menos convincentes de todos os vídeos que o governo possui. Existem centenas e centenas de vídeos."

Ele descreve material em resolução 4K proveniente de plataformas de inteligência, corroborado simultaneamente por:

Elizondo descreve um vídeo específico — para o qual afirma não ter autorização do Pentágono para divulgar detalhes completos — em que um objeto passa a cerca de 4,5 metros do cockpit de uma aeronave militar. O piloto, pego de surpresa, reage com exclamações audíveis no rádio. O objeto é descrito como tendo formato de losango ou cunha (wedge-shaped), com aparência metálica prateada. Esse tipo de formato, segundo Elizondo, aparece em múltiplos relatórios independentes.

Os "observáveis" citados como fundamentais para distinguir um UAP genuíno de um artefato convencional são: ausência de superfícies de controle (lemes, ailerons), ausência de cockpit visível, ausência de sinais óbvios de propulsão, e manobras que excedem em muito as capacidades de qualquer aeronave conhecida — inclusive as mais avançadas do inventário norte-americano.

Documentos históricos apresentados ao vivo

Elizondo leva para o estúdio cópias de documentos governamentais desclassificados. O primeiro é um memorando datado de 25 de maio de 1950, descrito como um resumo de observações de fenômenos aéreos no espaço aéreo do Novo México entre dezembro de 1948 e maio de 1950. O documento registra que os observadores incluíam:

"Cientistas, agentes especiais do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea, pilotos de companhias aéreas, pilotos militares, inspetores de segurança de Los Alamos, pessoal militar e muitas outras pessoas de diversas ocupações cuja confiabilidade não é questionada."

O segundo documento é atribuído a J. Edgar Hoover, diretor do FBI, endereçado ao Departamento da Força Aérea no Pentágono, datado de 1952, com o assunto referente a "discos voadores" avistados na vizinhança da Planta do Rio Savannah — instalação ligada ao desenvolvimento de armamentos atômicos.

A relevância histórica desses documentos, segundo Elizondo, é demonstrar que o padrão de UAP sobre instalações militares sensíveis não é recente. Em 1950, os EUA haviam acabado de romper a barreira do som e ainda não tinham entrado no espaço — tornando improvável qualquer explicação baseada em tecnologia soviética ou chinesa da época.

Dimensão internacional e estigma

Elizondo cita o caso brasileiro conhecido como "Operação Prato" (referido no texto como "o incidente de Colares"), descrevendo um jantar em Washington D.C. — patrocinado por Robert Bigelow — no qual um General brasileiro de alta patente apresentou fotografias e relatórios do evento. Para Elizondo, esse foi o primeiro momento em que começou a absorver a seriedade do fenômeno como algo que transcende fronteiras.

Ele também menciona o interesse declarado da China e da Rússia no tema, e relata que, na Patagônia argentina, a polícia local de uma cidade chamada Las Lajas construiu um posto de observação dedicado a monitorar UAP, dada a frequência dos avistamentos na região.

Nota editorial

Esta tradução é baseada na transcrição automática do vídeo disponível publicamente no YouTube. Transcrições automáticas podem conter erros de reconhecimento de fala, especialmente em nomes próprios e termos técnicos. O leitor é encorajado a consultar o vídeo original em inglês para verificação de trechos específicos. O conteúdo reflete declarações pessoais de Luis Elizondo e não representa posição oficial do Departamento de Defesa ou de qualquer agência governamental.

Glossário

AATIP
Advanced Aerospace Threat Identification Program — Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais do Pentágono, operou aproximadamente entre 2007 e 2012.
AAWSAP
Advanced Aerospace Weapon Systems Applications Program — programa guarda-chuva maior do DoD que englobava o AATIP.
UAP
Unidentified Anomalous Phenomena — Fenômeno Aéreo Não Identificado; nomenclatura oficial atual do DoD para o que antes se chamava OVNI.
FLIR
Forward-Looking Infrared — sistema de câmera infravermelha de visão frontal instalado em aeronaves militares.
SPY-1
Radar de varredura eletrônica passiva usado em navios de guerra norte-americanos, citado como um dos sensores que registraram UAP.
E-2 Hawkeye
Aeronave de alerta e controle aéreo avançado da Marinha dos EUA, operada por radar de grande alcance.
Contrainteligência
Atividade de segurança voltada a detectar e neutralizar espionagem estrangeira; área de especialidade original de Elizondo.
Observáveis
No contexto do AATIP, conjunto de cinco características de desempenho usadas para classificar um UAP: anti-gravidade, aceleração súbita, hipersônica sem assinatura acústica, manobras hipersônicas e propulsão sem fonte aparente.
Projeto Blue Book
Programa oficial da Força Aérea dos EUA (1952–1969) para investigar relatos de OVNI, encerrado com a conclusão de que nenhum representava ameaça à segurança nacional.
ODNI
Office of the Director of National Intelligence — Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, onde Elizondo trabalhava antes de ser recrutado para o AATIP.
DoD
Department of Defense — Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
FOIA
Freedom of Information Act — Lei de Liberdade de Informação dos EUA, mecanismo legal pelo qual cidadãos e jornalistas solicitam acesso a documentos governamentais.

Perguntas frequentes

O que é o AATIP e qual era o papel de Elizondo nele?
O AATIP (Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais) era um programa secreto do Pentágono. Elizondo afirma ter sido recrutado por volta de 2009 para dirigir seu componente de Contrainteligência e segurança, garantindo que adversários como Rússia e China não pudessem infiltrar o programa.
Quantos vídeos UAP o governo dos EUA possui, segundo Elizondo?
Elizondo afirma que existem 'centenas e centenas' de vídeos, e que os três clipes públicos (Go Fast, Gimbal e FLIR1) são os menos convincentes do acervo governamental.
Que documentos históricos Elizondo apresentou na entrevista?
Dois documentos desclassificados: um memorando de 25 de maio de 1950 sobre avistamentos no Novo México (1948–1950), e um documento de 1952 atribuído ao diretor do FBI J. Edgar Hoover sobre 'discos voadores' avistados sobre a Planta do Rio Savannah.
Quais são os 'observáveis' que Elizondo usa para identificar um UAP genuíno?
Ausência de superfícies de controle aerodinâmicas, ausência de cockpit visível, ausência de propulsão aparente, e manobras que excedem as capacidades de qualquer aeronave conhecida — corroboradas simultaneamente por vídeo, radar e testemunhos de pilotos.
Houve algum caso em que uma aeronave militar colidiu com um UAP?
Elizondo afirma não ter conhecimento de colisões. Ele descreve, porém, um vídeo em que um objeto passou a cerca de 4,5 metros do cockpit de um avião militar, provocando reação audível do piloto no rádio.
Por que o governo passou décadas negando os UAP, segundo Elizondo?
Elizondo relaciona a política de debunking ao contexto da Guerra Fria: nenhum lado queria que o adversário soubesse o que tinha ou não tinha. Com o tempo, o estigma criado tornou difícil retomar a discussão de forma séria.

Entidades citadas

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