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HISTORY · 07 de agosto de 2026

Atividade UAP Aumenta nos EUA: Relatos Militares de Encontros Próximos com Efeitos Físicos e Psicológicos

Episódio do History Channel reúne depoimentos de militares americanos sobre encontros com Fenômenos Aéreos Não Identificados próximos a silos nucleares, costa leste e espaço aéreo civil. Relatos incluem perda de tempo, queimaduras físicas e objetos com aceleração instantânea e velocidade hipersônica.

Contexto do Documento

Este é o transcript integral de um episódio do programa Unidentified: Inside America's UFO Investigation, exibido pelo canal History Channel. O programa, apresentado por Luis Elizondo — ex-diretor do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP) do Departamento de Defesa — reúne depoimentos em primeira pessoa de militares e civis sobre encontros com UAPs.

O episódio não se enquadra como documento oficial de governo ou relatório classificado. Trata-se de produção jornalística-televisiva de divulgação pública, baseada em entrevistas gravadas. Nenhuma informação classificada nova é divulgada formalmente; os relatos são pessoais e não corroborados por documentação oficial exibida no vídeo.

O leitor pode assistir ao vídeo original em inglês via fonte oficial: https://www.youtube.com/watch?v=GxQxBUpCxSQ


Caso 1 — Mario Woods, Ellsworth Air Force Base, 1977

Mario Woods serviu na Força Aérea entre 1975 e 1983 como policial de segurança. Em 1977, integrava uma equipe de resposta de segurança na Base Aérea de Ellsworth, Dakota do Sul — instalação que operava centenas de mísseis balísticos intercontinentais Minuteman com ogivas nucleares como parte do sistema de defesa do "northern tier" durante a Guerra Fria.

Segundo Woods, por volta das 22h30 de uma noite não especificada, sua equipe recebeu chamado dos oficiais de controle de lançamento informando que o silo codinome "November 5" havia ativado alarme de nível quatro (sit four) — indicando penetração dos sistemas de alarme exteriores.

"Enquanto dobrávamos a curva, toda a atmosfera estava iluminada. Era muito brilhante, como se o sol estivesse nascendo. E quando viramos, esse objeto estava sobre November 5, a cerca de um metro e meio, dois metros do chão, no máximo. Era enorme. Tão grande quanto qualquer loja Walmart que já vi."

Woods descreve o objeto como uma esfera sem bordas rígidas, com exterior de aparência gasosa e cores flutuantes ao redor. O relato corresponde ao que o AATIP classificava como um dos cinco observáveis: capacidade antígravitacional — voo sem meio visível de propulsão.

Durante o evento, Woods e seu parceiro Michael Johnson teriam perdido a capacidade de respirar dentro da viatura. Woods afirma ter piscado uma lanterna Maglite em direção ao objeto, após o que a pressão cessou. Em seguida, perdeu a consciência.

Ao recuperar a consciência, a equipe estava a entre 8 e 12 quilômetros do silo original, às margens do Lago Newell Reservoir, sem memória do deslocamento e sem rastros de pneus ao redor do veículo. Woods estima que perderam entre quatro e sete horas.

A equipe foi desarmada, encaminhada ao gabinete do comandante da ala e depois ao hospital da base. Um médico coletou amostras de pele após identificar queimaduras no rosto e na mão de Woods. As amostras foram colocadas em frascos e nunca foram devolvidas nem seus resultados comunicados a Woods.

Dois anos mais tarde, Woods submeteu-se a hipnose para tentar recuperar memórias do período perdido, sem sucesso relatado no transcript.

Observação editorial: O relato de Woods é apresentado sem documentação corroborativa exibida no episódio. Elizondo o enquadra dentro de um conceito que chamou de "sexto observável" — efeitos biológicos em testemunhas, que vão de sutis a severos.


Caso 2 — "Shawn", Costa da Carolina do Norte, Setembro de 2019

Um ex-fuzileiro naval identificado apenas como Shawn, com mais de dez anos de serviço e treinamento como Marine de reconhecimento (observador avançado em território inimigo), relatou avistamento em setembro de 2019 enquanto retornava de pescaria próximo à Carolina Beach, Carolina do Norte.

"Percebi um orbe sobre minha cabeça, não diretamente, mas a uns 45 metros no ar, meio que me seguindo. Estava viajando a cerca de 5 nós."

Shawn descreve o objeto como esférico, de cor laranja-avermelhada, com halo difuso ao redor, sem bordas definidas e com diâmetro aproximado de um metro e meio. O objeto teria acompanhado a embarcação por 20 a 30 segundos e, em seguida, acelerado de forma instantânea até desaparecer no horizonte — sem som, sem rastro.

Elizondo identifica no relato dois dos cinco observáveis: aceleração instantânea e velocidade hipersônica. O ex-oficial compara o episódio a relatos de pilotos da Marinha, em especial o do Tenente Ryan Graves, que descreveu orbes similares na costa leste em 2015, durante operações do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.

A proximidade geográfica com grandes instalações militares levanta, no programa, a hipótese de vigilância por governo estrangeiro. O navio espião russo Viktor Leonov operava em águas internacionais na costa leste dos EUA tanto em 2015 quanto próximo à data do relato de Shawn, segundo o episódio. Chris Mellon, ex-subsecretário adjunto de Defesa para Inteligência, questiona se os EUA teriam sido tecnologicamente ultrapassados.


Caso 3 — Omar Lara, USS Nimitz, Novembro de 2004

Omar Lara era marinheiro alistado responsável pelo sistema de abastecimento de combustível de aviação do USS Nimitz. Em novembro de 2004, durante exercício de treinamento ao largo da costa sul da Califórnia, Lara afirma ter presenciado, do convés do porta-aviões, um objeto branco luminescente cair em velocidade extrema do céu e parar abruptamente a cerca de 30 metros acima da superfície do oceano.

"Essa coisa não desacelerou até estar a uns 30 metros da linha d'água. Parou de uma vez. Depois disparou para a nossa direita em velocidade incrível, sem boom sônico."

O relato de Lara é apresentado como corroboração independente dos vídeos de cockpit já divulgados pelo Departamento de Defesa — que mostram o objeto de formato Tic Tac filmado por pilotos do Nimitz. Elizondo destaca que Lara descreveu as mesmas manobras relatadas pelos pilotos: aceleração instantânea, velocidade hipersônica e ausência de meios visíveis de propulsão.


Caso 4 — Peter Kyriazes, Voo Comercial, 2003

Peter Kyriazes, capitão com mais de 30 anos de experiência voando de helicópteros de ataque Cobra a Boeing 777, descreve um episódio ocorrido em 2003 em voo de Dallas-Fort Worth a Charlotte, Carolina do Norte, com cerca de 100 passageiros a bordo.

A 35.000 pés de altitude, o altímetro de rádio da aeronave — instrumento que mede a distância ao solo por feixe de radar vertical — começou a exibir leituras decrescentes, indicando que um objeto estaria se aproximando diretamente por baixo da aeronave. As leituras caíram progressivamente até 100 pés antes de cessarem.

"Cem pés é uma unha de distância de onde você está, e essa distância pode ser fechada em literalmente uma fração de segundo."

A torre de controle não detectou nada em radar. Nenhum transponder foi identificado. O capitão fez curvas em S para tentar visualizar o objeto sem sucesso. O altímetro retornou ao normal sem incidente. Kyriazes verificou o histórico da aeronave: o evento nunca havia ocorrido antes naquele avião, tampouco em nenhum de seus 30 anos de voo.


Relevância Institucional

O episódio insere-se no período de maior abertura institucional sobre o tema UAP nos EUA: em abril de 2020, o Departamento de Defesa desclassificou oficialmente os três vídeos de cockpit (FLIR1, Gimbal e GoFast). Em 2021, o ODNI publicou o primeiro relatório preliminar sobre UAPs ao Congresso. Em 2022, o Congresso criou o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO).

Os relatos aqui apresentados não constituem evidência oficial, mas ilustram o tipo de dado anedótico que motivou a criação de programas formais de investigação dentro do governo americano.

Glossário

AATIP
Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais — programa do Pentágono encerrado em 2012, dirigido por Luis Elizondo
Sit four
Nível de alarme sério em instalações nucleares, indicando penetração de perímetro externo
Northern tier
Conjunto de bases aéreas no norte dos EUA que operavam mísseis nucleares Minuteman durante a Guerra Fria
Cinco observáveis
Conjunto de características de comportamento atribuídas a UAPs pelo AATIP: antígravidade, aceleração instantânea, velocidade hipersônica, baixa observabilidade e manobra omnidirecional
Sexto observável
Termo proposto por Elizondo para efeitos biológicos (físicos e psicológicos) em testemunhas de UAPs
Tic Tac
Designação informal do objeto branco sem asas filmado por pilotos do USS Nimitz em novembro de 2004
Squawking
Termo aeronáutico para a emissão de sinal de transponder identificável por radar de controle de tráfego aéreo
Radar altímetro
Instrumento que mede a altitude de uma aeronave em relação ao solo por reflexo de feixe de radar vertical
Viktor Leonov
Navio de coleta de inteligência da Marinha russa que operou na costa leste dos EUA em múltiplas ocasiões
DoD
Department of Defense — Departamento de Defesa dos Estados Unidos

Perguntas frequentes

O que são os 'cinco observáveis' mencionados no episódio?
São características de comportamento atribuídas a UAPs pelo AATIP: voo antígravitacional, aceleração instantânea, velocidade hipersônica, baixa observabilidade e manobra omnidirecional. Elizondo propõe um sexto observável: efeitos biológicos em testemunhas.
Mario Woods teve comprovação médica das queimaduras?
Segundo seu relato, um médico da base coletou amostras de pele identificando queimaduras no rosto e na mão. Os resultados das análises nunca foram comunicados a Woods, segundo o transcript.
O Departamento de Defesa confirmou os vídeos do USS Nimitz?
Sim. Em abril de 2020, o DoD desclassificou oficialmente os três vídeos de cockpit. A Marinha reconheceu que os objetos filmados são genuinamente não identificados.
O navio russo Viktor Leonov tem relação comprovada com os orbes avistados?
Não. O programa aponta apenas que o navio operava em águas internacionais na costa leste nos mesmos períodos dos avistamentos. Nenhuma ligação causal é estabelecida no transcript.
O altímetro de rádio do voo de Kyriazes prova a presença de um UAP?
Não conclusivamente. O capitão descarta falha mecânica com base no histórico do equipamento, mas nenhuma investigação oficial ou dado de radar corroborante é apresentado no episódio.
O relato de Omar Lara foi registrado oficialmente pela Marinha?
O transcript não menciona registro oficial do relato de Lara. Elizondo destaca o valor do testemunho como corroboração independente dos vídeos já divulgados.

Entidades citadas

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