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FOX · 06 de agosto de 2026

Luis Elizondo afirma que UAP é 'questão de segurança nacional' em entrevista à Fox News

O ex-diretor do programa AATIP do Pentágono, Luis Elizondo, concedeu entrevista à Fox News reafirmando que os Fenômenos Aéreos Não Identificados representam uma ameaça real à segurança dos EUA. Elizondo citou imagens da missão Apollo 11, acordos bilaterais de compartilhamento de dados com o Japão e a possibilidade de falha catastrófica de inteligência caso os objetos sejam de origem adversária.

Contexto da entrevista

Esta transcrição automática registra uma entrevista do apresentador Sean Hannity com Luis Elizondo, exibida no canal da Fox News no YouTube. Elizondo é ex-diretor do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP) do Departamento de Defesa dos EUA e uma das vozes mais proeminentes no debate público sobre UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados). O vídeo integra a cobertura contínua da Fox News sobre o tema da desclassificação de documentos governamentais relacionados a UAP.

O leitor pode assistir ao vídeo original em inglês diretamente na fonte oficial: https://www.youtube.com/watch?v=E7hTk3jAi00


Principais declarações de Elizondo

Desclassificação de documentos

Elizondo qualificou o momento como "histórico", creditando ao presidente Trump o cumprimento de promessas de transparência que outros presidentes não teriam honrado. Citou também o papel de parlamentares como os representantes Tim Burchett, Eric Burlison e Luna na pressão institucional pelo acesso aos documentos.

"9 anos depois, o povo americano está finalmente tendo apenas um pequeno gosto do que já sabíamos ser verdade."

Elizondo afirmou que, quando atuava no Pentágono, teve acesso pessoal a dezenas de milhões de documentos sobre o tema — número que, segundo ele, corresponde ao volume ainda não divulgado publicamente, conforme declaração do Departamento de Guerra (referência feita no programa ao novo nome proposto para o Departamento de Defesa).

Imagens da missão Apollo 11 (1969)

Um dos pontos mais específicos da entrevista envolveu imagens atribuídas à missão Apollo 11, em 1969, supostamente incluídas em um lote recente de documentos divulgados pelo governo. Elizondo afirmou que as fotografias mostram objetos na órbita lunar e que, à época, não havia satélites americanos orbitando a Lua para explicar tais registros.

"Há uma fotografia que, acredito, tem cerca de seis ou sete desses objetos todos na mesma fotografia."

A entrevista não fornece identificação técnica, número de catálogo ou fonte documental precisa dessas imagens. A afirmação é apresentada como opinião de Elizondo, não como conclusão oficial de agência governamental.

Desempenho e origem dos objetos

Elizondo reiterou avaliações que já havia feito publicamente em outras ocasiões: os objetos identificados nos arquivos do AATIP executam manobras que "desafiam a física como a conhecemos", operam em múltiplos domínios (atmosfera, baixa órbita terrestre e subaquático) e suas fontes de propulsão são desconhecidas.

"Sabemos que não é nossa tecnologia. Temos razoável certeza de que não é tecnologia russa, chinesa ou de adversário estrangeiro. Então, de quem é?"

Argumento da falha de inteligência

Elizondo estruturou um argumento lógico para o público: se os objetos forem, contrariamente às evidências, de origem russa ou chinesa, isso representaria a maior falha de inteligência da história dos EUA, superando inclusive os eventos de 11 de setembro de 2001. O raciocínio é que 16 agências de inteligência americanas teriam monitorado o fenômeno desde o final da década de 1940 sem identificar o responsável.

"De alguma forma, em algum lugar, algum governo conseguiu manter esse segredo e fazer isso por décadas. E, diga-se de passagem, voar em nosso espaço aéreo controlado americano, e não há realmente nada que possamos fazer a respeito."

Cooperação internacional

Elizondo mencionou um acordo bilateral de compartilhamento de informações sobre UAP solicitado pelo Japão ao governo americano, motivado por um alto número de incidentes registrados por aquele país. Afirmou ainda que dezenas de outros países enfrentam situação semelhante e que líderes mundiais têm se manifestado publicamente sobre o tema.


Perfil do declarante

Luis Elizondo chefiou o AATIP entre 2007 e 2017, quando pediu demissão do Pentágono em protesto contra o que descreveu como resistência institucional ao estudo sério do fenômeno. Desde então, tornou-se porta-voz público do tema, participou do documentário Age of Disclosure e colaborou com iniciativas legislativas de transparência. Na entrevista, ele afirma manter habilitação de segurança ativa e, por isso, não revela informações classificadas.


Nota editorial

Esta página reproduz e traduz o conteúdo de uma entrevista jornalística televisiva. As afirmações são de responsabilidade exclusiva do entrevistado. O UFFO Brasil não endossa nem contesta as declarações. Dados específicos citados por Elizondo — como o número de documentos, as imagens Apollo e os acordos com o Japão — não foram verificados de forma independente a partir desta fonte.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo DoD e ODNI para substituir 'OVNi' em contextos militares e de inteligência.
AATIP
Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (Advanced Aerospace Threat Identification Program) — programa do Pentágono operado entre 2007 e 2012 (oficialmente), dirigido por Elizondo.
FLIR
Forward-Looking Infrared — sistema de imageamento infravermelho utilizado em aeronaves militares; mencionado por Elizondo como uma das fontes de dados sobre UAP ('fleer footage').
Telemetry data
Dados de telemetria — informações coletadas remotamente por sensores sobre posição, velocidade e comportamento de um objeto.
CUI
Informação Não-Classificada Controlada (Controlled Unclassified Information) — categoria de informação governamental sensível mas não formalmente classificada como secreta.
Whistleblower
Denunciante — pessoa que revela ao público informações internas de uma organização, geralmente envolvendo irregularidades ou ocultação de dados.
Security clearance
Habilitação de segurança — credencial que autoriza um indivíduo a acessar informações classificadas do governo dos EUA.
Hypersonic
Hipersônico — velocidade superior a Mach 5 (cinco vezes a velocidade do som); Elizondo afirma que objetos UAP operam nessa faixa de velocidade.

Perguntas frequentes

O que Luis Elizondo afirmou sobre a origem dos UAP?
Elizondo declarou que os objetos não são tecnologia americana, e que há razoável certeza de que também não são tecnologia russa, chinesa ou de qualquer adversário estrangeiro identificado. A origem permanece desconhecida.
O que seriam as imagens da Apollo 11 mencionadas na entrevista?
Elizondo afirmou que fotografias tiradas pelos astronautas durante a missão Apollo 11 em 1969 mostram objetos não identificados na órbita lunar, e que essas imagens teriam sido incluídas em um lote recente de documentos divulgados pelo governo. Não há identificação técnica ou documental precisa dessas imagens na entrevista.
Por que Elizondo compara UAP a uma possível falha de inteligência maior que o 11 de setembro?
Ele argumenta que, se os objetos fossem de origem russa ou chinesa, significaria que 16 agências de inteligência americanas rastrearam o fenômeno desde a década de 1940 sem identificar o responsável, o que configuraria a maior falha de inteligência da história dos EUA.
Qual é o papel do Japão mencionado na entrevista?
Elizondo afirmou que o Japão solicitou formalmente um acordo bilateral de compartilhamento de informações sobre UAP com o governo americano, motivado por um alto número de incidentes registrados em território japonês.
Elizondo revelou informações classificadas na entrevista?
Não. Elizondo afirmou expressamente manter habilitação de segurança ativa e honrar seu juramento de sigilo, limitando-se a informações já de domínio público ou não classificadas.
Quais parlamentares foram citados por Elizondo como aliados na desclassificação?
Os representantes Tim Burchett, Eric Burlison e Luna foram citados por Elizondo como responsáveis por pressionar o sistema para a divulgação de documentos sobre UAP.

Entidades citadas

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