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NASA · 31 de dezembro de 1971

NASA-UAP-VM6: Governo dos EUA abre caso para investigar anomalia fotográfica da Apollo 17 (1972)

O programa PURSUE abriu investigação formal sobre uma fotografia da missão Apollo 17, tirada em dezembro de 1972, que exibe três pontos em formação triangular no céu lunar. Análise preliminar do governo sugere que a imagem pode registrar um objeto físico real na cena. O filme original da missão foi obtido para análise completa.

Contexto do documento

O documento NASA-UAP-VM6 é um registro de caso aberto pelo Departamento de Obras (DOW — sigla utilizada no catálogo PURSUE) como parte da revisão sistemática de materiais históricos de UAP (Fenômeno Aéreo Não Identificado). A fotografia em questão foi registrada durante a missão Apollo 17, a última missão lunar tripulada da NASA, realizada em dezembro de 1972. O documento foi divulgado oficialmente em 5 de agosto de 2026, com a imagem disponível para consulta pública via link oficial.

A imagem original pode ser acessada diretamente na fonte oficial: nasa-uap-vm6-apollo-17-1972.jpg


O que a descrição oficial diz

Segundo a descrição cadastrada no catálogo PURSUE/AARO, a fotografia contém:

"três 'pontos' em formação triangular no quadrante inferior direito do céu lunar, claramente visíveis após ampliação da imagem."

O documento ressalta que a foto já havia sido divulgada anteriormente e discutida por observadores atentos, porém sem consenso sobre a natureza da anomalia. O ponto central da abertura do caso é que uma nova análise preliminar do governo americano indica que a característica visual pode ser resultado de um objeto físico presente na cena — e não necessariamente um artefato fotográfico, defeito no filme ou partícula de poeira.

Além disso, o governo informa ter obtido o filme original da missão Apollo 17 para conduzir análise aprofundada. Os resultados completos, produzidos pela NASA e pelo DOW em conjunto, serão divulgados quando o estudo for concluído.


Relevância histórica e técnica

A Apollo 17 carrega importância singular no contexto de investigações UAP históricas. Trata-se da última vez que seres humanos pisaram na Lua, com a missão transcorrendo entre 7 e 19 de dezembro de 1972. O arquivo fotográfico produzido pela missão é extenso e de alta qualidade para os padrões da época, o que torna a análise técnica do filme original um recurso de valor considerável.

A prática de revisar materiais históricos de missões espaciais como parte de investigações UAP segue a diretriz estabelecida pelo PURSUE — o Sistema Presidencial de Desselagem e Relato de Encontros UAP —, que determina a abertura formal de casos sempre que imagens ou registros anteriores apresentem anomalias que não possam ser descartadas por explicações convencionais sem análise adequada.

O fato de a análise preliminar apontar para a possibilidade de objeto físico é tecnicamente relevante: significa que os analistas não conseguiram, em uma primeira avaliação, atribuir os três pontos a causas conhecidas como raios cósmicos incidindo no filme, poeira na lente, reflexos internos da câmera ou defeitos de revelação — embora nenhuma dessas hipóteses tenha sido formalmente descartada no estágio atual.


Limitações e estado da investigação

O documento é explícito quanto ao caráter preliminar da análise. Não há, neste estágio:

A investigação está em andamento. A obtenção do filme original — e não apenas de cópias digitalizadas secundárias — é um passo metodológico importante, pois permite análise de grão fotográfico, densidade de exposição e outros parâmetros que auxiliam a distinguir anomalias físicas de artefatos do processo fotográfico.


Programa PURSUE e a revisão de arquivos históricos

O caso NASA-UAP-VM6 integra um esforço mais amplo de revisão de registros históricos no âmbito do PURSUE. O programa foi criado para sistematizar a coleta, catalogação e investigação de relatos e registros de UAP acumulados por décadas em agências federais americanas, incluindo a NASA, o Departamento de Defesa e órgãos de inteligência.

A abertura de um caso formal para uma fotografia de 1972 ilustra o alcance retroativo do programa: mesmo imagens décadas antigas podem ser submetidas ao processo investigativo se apresentarem características que justifiquem análise com ferramentas e metodologias contemporâneas.


Como acompanhar

O documento completo em inglês e a imagem original estão disponíveis na fonte oficial listada no catálogo PURSUE. Os resultados finais da análise conjunta NASA/DOW serão divulgados publicamente quando concluídos, conforme indicado na descrição do caso.

Glossário

PURSUE
Sistema Presidencial de Desselagem e Relato de Encontros UAP — programa federal americano para catalogação e investigação formal de registros de UAP, incluindo materiais históricos
UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial adotada pelo governo dos EUA para eventos aéreos ou espaciais não explicados
AARO
Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios — escritório do Departamento de Defesa responsável pela coordenação de investigações UAP
DOW
Departamento de Obras — sigla utilizada na descrição do catálogo PURSUE como órgão responsável pela abertura e condução do caso NASA-UAP-VM6
Apollo 17
Última missão lunar tripulada da NASA, realizada em dezembro de 1972, que gerou o arquivo fotográfico objeto desta investigação
Filme original
Material fotográfico primário da missão, obtido pelo governo para análise técnica direta, em contraposição a cópias digitalizadas secundárias
Formação triangular
Arranjo espacial dos três pontos identificados na imagem, com os objetos dispostos nos vértices de um triângulo no quadrante inferior direito do céu lunar

Perguntas frequentes

O que são os três pontos visíveis na fotografia da Apollo 17?
O documento não identifica o que são os pontos. Descreve-os como três 'pontos' em formação triangular no quadrante inferior direito do céu lunar. A análise preliminar sugere que podem ser resultado de um objeto físico na cena, mas não há conclusão definitiva.
O governo americano concluiu que havia um objeto físico na foto?
Não. A descrição oficial usa o termo 'potencialmente' — a análise é preliminar e a investigação está em andamento. Os resultados completos serão divulgados quando o estudo for concluído.
Por que o caso foi aberto agora, se a foto é de 1972?
O programa PURSUE inclui revisão de materiais históricos de UAP. A reabertura do caso permite aplicar metodologias e ferramentas analíticas contemporâneas a registros antigos que não possuem explicação consensual.
O filme original da Apollo 17 foi obtido pelo governo?
Sim. A descrição do caso informa que o governo obteve o filme original da missão Apollo 17 para análise, o que permite avaliação técnica mais aprofundada do que cópias digitalizadas.
Onde posso ver a imagem original?
A imagem está disponível na fonte oficial listada no catálogo PURSUE: https://www.war.gov/medialink/ufo/release_1/nasa-uap-vm6-apollo-17-1972.jpg
Há consenso entre especialistas sobre a natureza dos pontos?
Não. O documento afirma explicitamente que não há consenso sobre a natureza da anomalia, mesmo entre observadores que já analisaram a fotografia anteriormente.

Entidades citadas

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