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DOW · 31 de dezembro de 2014

Relatório UAP Não Resolvido: Vídeo Infrared de 21 Segundos Capturado no Leste dos EUA em 2015

A Força Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados da Marinha dos EUA transferiu ao AARO, em 2022, um vídeo de 21 segundos possivelmente capturado por sensor infravermelho de plataforma militar em 2015. O arquivo foi digitalmente alterado antes de ser reportado à UAPTF e é apresentado no estado em que foi recebido pelo AARO.

Identificação do Documento

O registro catalogado como DOW-UAP-PR109 é classificado como um Relatório UAP Não Resolvido (Unresolved UAP Report) referente a um evento ocorrido em 2015 no Leste dos Estados Unidos. O documento pertence à categoria de mídia de vídeo (VID) e foi divulgado publicamente em 7 de outubro de 2026, com fonte oficial indexada como dvids:1014108. A agência responsável pela custódia atual do material é o AARO — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios.

Cadeia de Custódia

Segundo a descrição oficial, a Força Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados da Marinha dos EUA (UAPTF) transferiu o material ao AARO em 2022. Essa transferência faz parte do processo de centralização de registros UAP determinado pelo Congresso norte-americano, que conferiu ao AARO, criado em 2022, a missão de consolidar dados anteriormente dispersos entre Marinha, Força Aérea, Agência de Inteligência de Defesa e outras agências.

"No formal data handling practices for UAP-related records existed at the time this media was reported to the UAPTF."

A ausência de práticas formais de tratamento de dados à época do registro é um dado relevante: indica que o material não seguiu protocolos padronizados de coleta, catalogação ou cadeia de custódia — o que limita qualquer avaliação analítica posterior quanto à autenticidade e integridade do arquivo.

Alteração Digital Prévia ao Reporte

Um ponto de atenção crítico presente na descrição é a afirmação de que o vídeo foi digitalmente alterado antes de ser reportado à UAPTF. O AARO ressalta que o arquivo é apresentado exatamente como foi recebido, sem restauração ou correção. A descrição não especifica a natureza, extensão ou autoria das alterações digitais, o que impede qualquer conclusão sobre o estado original da gravação.

Essa condição limita substancialmente o valor analítico do vídeo como evidência primária, embora não o exclua como registro histórico de interesse para o programa de transparência UAP do governo norte-americano.

Descrição Técnica do Conteúdo Visual

O vídeo tem duração total de 21 segundos e foi provavelmente capturado por sensor infravermelho a bordo de uma plataforma militar dos EUA. A descrição quadro a quadro fornecida pelo AARO é a seguinte:

A expressão "área de contraste" é deliberadamente neutra: trata-se da linguagem técnica padrão do AARO para descrever anomalias visuais em imagens infravermelhas sem atribuir forma, tamanho, altitude ou natureza ao objeto. Sensores infravermelhos detectam diferenças de temperatura e emissividade, e uma "área de contraste" pode corresponder a fenômenos atmosféricos, artefatos de câmera, aeronaves convencionais fora de contexto ou objetos de natureza indeterminada.

Contexto Institucional: UAPTF e AARO

A UAPTF foi estabelecida pelo Departamento de Defesa em agosto de 2020, sob supervisão da Marinha dos EUA, com o mandato de detectar, identificar e atribuir UAPs que possam representar ameaça à segurança nacional. Em 2022, suas funções foram absorvidas pelo AARO, criado pela Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA). O AARO opera sob supervisão conjunta do Secretário de Defesa e do Diretor de Inteligência Nacional, e é responsável pela desclassificação e publicação de registros UAP no repositório público hospedado no site oficial do Pentágono.

O caso de 2015 situa-se no mesmo período histórico de outros avistamentos amplamente documentados pela Marinha norte-americana, incluindo os incidentes registrados por pilotos do USS Nimitz (2004) e USS Theodore Roosevelt (2015), estes últimos também no Leste dos EUA, que resultaram nos vídeos "FLIR1", "GOFAST" e "GIMBAL" — desclassificados em 2020.

Limitações e Ressalvas Oficiais

O AARO inclui na descrição do documento uma ressalva explícita:

"This video description is provided for informational purposes only. Readers should not interpret any part of this description as reflecting an analytical judgment, investigative conclusion, or factual determination regarding the described event's validity, nature, or significance."

Traduzindo: a descrição tem caráter meramente informativo. Nenhuma parte dela deve ser interpretada como julgamento analítico, conclusão investigativa ou determinação factual sobre a validade, natureza ou significância do evento registrado. O caso permanece não resolvido (unresolved).

Acesso ao Documento Original

O vídeo original em inglês pode ser acessado diretamente pela fonte oficial indexada sob o identificador dvids:1014108. Leitores interessados na mídia bruta e na descrição técnica completa em inglês devem consultar o repositório público do AARO ou o portal DVIDS (Defense Visual Information Distribution Service) do Departamento de Defesa dos EUA.

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — denominação oficial do governo dos EUA para objetos ou eventos aéreos não atribuídos a aeronaves conhecidas.
AARO
All-domain Anomaly Resolution Office — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, criado em 2022 pelo Departamento de Defesa dos EUA para centralizar investigações UAP.
UAPTF
Unidentified Aerial Phenomena Task Force — Força Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados da Marinha dos EUA, predecessor do AARO, estabelecida em 2020.
Sensor infravermelho
Dispositivo óptico que detecta radiação infravermelha (calor) em vez de luz visível, usado em plataformas militares para rastreamento e reconhecimento; 'área de contraste' descreve diferença de emissividade captada por esse sensor.
DVIDS
Defense Visual Information Distribution Service — serviço de distribuição de mídia visual do Departamento de Defesa dos EUA, repositório de vídeos e imagens militares oficiais.
Unresolved
Designação oficial do AARO para casos UAP que não foram explicados ou atribuídos após análise disponível.
CUI
Controlled Unclassified Information — Informação Não-Classificada Controlada; categoria de dado sensível que exige proteção mas não alcança nível de classificação secreta.
Campo de visão (Field-of-View / FOV)
Área angular visível ao sensor em um dado momento; no documento, descreve o espaço dentro do qual a área de contraste foi rastreada.

Perguntas frequentes

O vídeo foi alterado antes de chegar ao AARO?
Sim. A descrição oficial afirma explicitamente que o vídeo foi digitalmente alterado antes de ser reportado à UAPTF. O AARO o apresenta exatamente como o recebeu, sem especificar a natureza ou extensão das alterações.
O que aparece no vídeo?
Entre 00:09 e 00:11, uma área de contraste torna-se visível próxima ao centro da tela, movendo-se da direita para a esquerda até sair pelo canto superior esquerdo do quadro. A sequência se repete em velocidade reduzida entre 00:12 e 00:21. Os primeiros 8 segundos não contêm conteúdo visível.
Qual sensor capturou as imagens?
A descrição indica que o vídeo foi 'provavelmente' capturado por sensor infravermelho a bordo de uma plataforma militar dos EUA. O documento não especifica o tipo de aeronave ou embarcação.
O caso foi resolvido?
Não. O relatório é categorizado como 'Unresolved UAP Report' (Relatório UAP Não Resolvido). O AARO não emitiu qualquer julgamento analítico ou conclusão investigativa sobre o evento.
Por que não havia protocolos formais para guardar o registro na época?
O documento indica que práticas formais de tratamento de dados para registros UAP simplesmente não existiam quando o material foi inicialmente reportado à UAPTF. Isso reflete o estado institucional anterior à criação formal de estruturas dedicadas ao tema no Departamento de Defesa.
Quando o vídeo se tornou público?
A data de divulgação indicada no catálogo é 7 de outubro de 2026.

Entidades citadas

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