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AARO · 06 de agosto de 2026

DHS divulga documentos do KONA BLUE: programa prospectivo secreto de investigação de tecnologia aeroespacial avançada encerrado em 2012

O Departamento de Segurança Interna (DHS) desclassificou e liberou para acesso público todos os documentos associados ao KONA BLUE, um Programa Especial de Acesso Prospectivo (PSAP) da Diretoria de Ciência e Tecnologia, encerrado em 10 de fevereiro de 2012. Os registros revelam uma proposta de pesquisa sobre ameaças tecnológicas avançadas ligada ao histórico do Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas (AATIP) da Agência de Inteligência de Defesa.

Carta de Liberação do DHS ao Departamento de Defesa

Em 5 de fevereiro de 2024, a Secretária Adjunta Interina do DHS, Kristie Canegallo, respondeu à Secretária Adjunta de Defesa Kathleen H. Hicks, confirmando que o DHS concordava em fornecer ao Departamento de Defesa (DoD) todos os documentos e informações pertinentes associados ao KONA BLUE [§ p.1].

A carta informa que:


Documento Principal: Apresentação KONA BLUE (DHS S&T, 2011)

Identificação e Classificação Original

O documento de apresentação (DHS-003-6-0002/11, 15 slides) foi originalmente classificado como TOP SECRET//KONA BLUE//NOFORN, com acesso restrito a canais de acesso especial, pelo Subsecretário para Ciência e Tecnologia (OCA), sob a razão de classificação 1.4(e), com data de desclassificação original fixada em 20360425. Foi desclassificado pelo Oficial-Chefe de Segurança do DHS, Richard D. McComb, em 18 de julho de 2023 [§ p.2].

O documento se identifica como:

KONA BLUE – DHS, Science & Technology – UNACKNOWLEDGED, WAIVED Prospective Special Access Program

Descrição do Projeto

O slide de título informa que o projeto se propunha a [§ p.3]:

Objetivos de Pesquisa Planejados

Segundo o documento, todos os produtos eram dependentes da análise inicial e avaliação das informações e materiais existentes e descobertos [§ p.3].

Os resultados potenciais previstos incluíam [§ p.3]:

Financiamento Projetado

A tabela de financiamento indicava [§ p.3]:

Ano Fiscal Valor (US$ milhões)
FY12 12
FY13 25
FY14 35–50
FY15–FY18 A definir (TBD)

Necessidade de Pesquisa (Pergunta 1)

O documento descreve a pesquisa como item de interesse congressual [§ p.4], afirmando:

"Esta pesquisa aborda a necessidade crítica da comunidade científica e tecnológica dos Estados Unidos de identificar tecnologias globais emergentes e/ou potencialmente disruptivas que possam ter impacto significativo na segurança interna."

A área de interesse do Departamento com este projeto concentrava-se na investigação científica e técnica, análise de ameaças e avaliação de materiais e dados de origem, engenharia e finalidade únicas. A lacuna de conhecimento que a pesquisa pretendia preencher envolvia materiais e tecnologias emergentes ou disruptivos com potencial impacto sobre o poder nacional e a segurança [§ p.4].


Abordagem Técnica/Científica (Pergunta 2)

A pesquisa abordava duas questões centrais [§ p.5]:

  1. Quais tecnologias e aplicações emergentes são potencialmente prejudiciais aos interesses vitais dos EUA?
  2. Que vulnerabilidades e oportunidades qualquer nova tecnologia apresenta?

A abordagem estrutural previa quatro centros de pesquisa [§ p.5]:

Esses centros investigariam materiais avançados e controles disruptivos, fontes alternativas de energia/geração de energia, tradução temporal (temporal translation), efeitos e interface humana, redução de assinatura e armamentos, bem como integração tecnológica [§ p.5].


Resultados e Valor Antecipados (Pergunta 3)

O documento afirma que a pesquisa era essencial para [§ p.6]:

O sucesso da pesquisa era condicionado à investigação científica e às avaliações de materiais disponíveis. A continuidade do esforço poderia gerar pesquisas de acompanhamento "acionáveis" (actionable), contribuindo para descobertas, investimentos em pesquisa, possível tecnologia de contramedidas e desenvolvimento de políticas do USG [§ p.6].


Inovação do Trabalho (Pergunta 4)

O documento descreve a inovação da pesquisa como baseada em conhecimento para abordar incertezas analíticas de tecnologias emergentes ou disruptivas que poderiam ameaçar interesses vitais dos EUA, incluindo a segurança de fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, cidadãos, infraestrutura crítica ou recursos econômicos [§ p.6].

Afirma ainda que os resultados e esforços de avaliação e acompanhamento poderiam fornecer aos EUA uma capacidade única de aumentar quaisquer elementos do poder nacional — político, econômico, militar e psicossocial moral (coesão social) [§ p.6].


Próximos Passos (Pergunta 5)

O documento indicava que, devido à natureza avançada da pesquisa e às considerações de segurança, nenhum esforço de pesquisa aplicada definido havia sido especificamente identificado para o programa naquele momento. Os próximos passos processuais eram [§ p.7, 10]:


Colaboradores e Parceiros (Pergunta 6)

"Não, não na concepção do projeto. Há colaboração limitada com o USG e participação interagências é antecipada." [§ p.7]


Histórico do Projeto (Pergunta 7)

O documento registra que o Programa de Identificação de Ameaças Avançadas (Advanced Threat Identification Program) foi primeiramente patrocinado no Ato Suplementar de Defesa do Exercício Fiscal 2008, pelos Senadores Reid e Inouye, com um acréscimo de US$ 10 milhões. O Ato de Dotações de Defesa de FY2010 incluiu um acréscimo de US$ 12 milhões para o projeto [§ p.8].


Financiamento Necessário (Pergunta 8)


Estrutura Organizacional Detalhada (DHS-003-6-0006/11)

Um segundo documento de programa mais extenso (17 páginas) descreve o Programa de Ameaça Tecnológica Avançada com sete centros operacionais [§ p.17]:

  1. Centro de Coleta de Dados
  2. Centro de Análise de Dados
  3. Centro de Tecnologia Avançada
  4. Centros Experimentais
  5. Centro de Consciência
  6. Centro Médico
  7. Centro de Educação

Centro de Coleta de Dados

Objetivos principais [§ p.20]:

Centro de Análise de Dados

Centro de Tecnologia Avançada

Missão: estabelecer programa abrangente para [§ p.22–23]:

Uma Iniciativa de História Oral seria empreendida para compilar banco de dados denso de informações adquiridas até a data, e para identificar fontes adicionais, incluindo indivíduos de alto nível nas esferas militar, de inteligência e política, diretores de agência, membros do JCS (Joint Chiefs of Staff), membros seniores do Poder Executivo, bem como chefes de Estado estrangeiros e contratados da indústria eletrônica e aeroespacial [§ p.24–25].

Centros Experimentais

Um local experimental bem estudado — pesquisado por aproximadamente 15 anos — já existia. A intenção era submeter pelo menos outros dois locais ao mesmo estudo intensivo [§ p.25].

A missão dos Centros Experimentais incluía [§ p.25–26]:

Centro de Consciência

O Centro de Consciência gerenciava a aquisição, treinamento e utilização de visualizadores remotos e comunicadores (remote viewers and communicators). O documento afirma que essas técnicas não ortodoxas poderiam ser métodos de coleta críticos [§ p.28]:

"O Centro de Consciência gerencia a aquisição, treinamento e utilização de visualizadores remotos e comunicadores. Essas técnicas não ortodoxas podem se revelar métodos de coleta críticos para complementar os esforços no Centro de Coleta de Dados, Tecnologia Avançada e, especialmente, nos Centros Experimental e Médico."

As atividades previstas incluíam [§ p.28–29]:

Centro Médico

O Centro Médico previa [§ p.29–30]:

Centro de Educação


Instalações Propostas (Pergunta 7 do documento DHS-003-6-0006/11)

O documento descreve instalações específicas [§ p.32]:


Memorando de Estabelecimento do PSAP (11 de julho de 2011)

Em 11 de julho de 2011, Joel Wall, Diretor do Escritório de Projetos Especiais da S&T, encaminhou memorando à Dra. Tara O'Toole, Subsecretária para Ciência e Tecnologia, solicitando aprovação para a criação do KONA BLUE como um Programa Especial de Acesso Prospectivo do DHS S&T [§ p.36]:

"O propósito do KONA BLUE é investigar, identificar e analisar materiais avançados sensíveis e tecnologias e avaliar dados científicos e técnicos emergentes e/ou disruptivos potencialmente necessários em apoio à segurança nacional."

A aprovação foi concedida pela Dra. O'Toole em 7/11 [§ p.36].


Ata da Reunião SAPOC de 21 de novembro de 2011

A reunião do Comitê de Supervisão de Programas de Acesso Especial (SAPOC) de 21 de novembro de 2011 foi convocada às 7h45 com senso de urgência motivado pela iminente transferência de fundos do Senado para o DHS para executar o programa KONA BLUE [§ p.37].

Presentes: Jane H. Lute (Presidenta), Caryn Wagner (Subsecretária para I&A), Rafael Borras (Subsecretário de Gestão), Ivan Fong (Conselheiro Geral), Gregory Marshall (Oficial-Chefe de Segurança), Steven J. Cover (Chefe SAPCO), entre outros [§ p.37].

Pontos de discussão relevantes [§ p.37–38]:


Histórico e Contexto: AATI Program (Documento de Antecedentes, novembro 2011)

Um documento separado de histórico (preparado por Joel D. Wall, 23 nov 2011) detalha a origem do programa [§ p.43]:


Justificativa para o SAP (Documento de Antecedentes)

O documento lista as justificativas para proteção SAP [§ p.18–19]:

"a) Técnicas de visão remota, comunicação remota e de/rematerialização para observar, comunicar, recuperar dados e transferir matéria através de barreiras dimensionais e espaço-temporais serão indubitavelmente de interesse supremo, se não de primeira prioridade de coleta, para serviços adversariais de inteligência/segurança. Contramedidas contra tais técnicas também seriam prioridade de coleta."

"b) A tecnologia AAV recuperada existe e é acessível apenas dentro de uma construção SAP."

"c) A recuperação e integração de dados históricos de pessoal de alto valor com conhecimento da tecnologia AAV recuperada e localização atual do material recuperado é acessível apenas dentro de uma construção SAP."

O documento afirma ainda que "sem a proteção SAP apropriada, o custo associado ao comprometimento de características específicas deste programa resultaria em graves consequências, talvez irreversíveis, para a segurança dos Estados Unidos" [§ p.19].


Encerramento do PSAP KONA BLUE

Memorando de Encerramento (12 de dezembro de 2011)

O memorando do Oficial-Chefe do SAPCO, Steven J. Cover, endereçado à Secretária Adjunta Jane Holl Lute, datado de 12 de dezembro de 2011, formaliza a decisão de encerramento [§ p.48]:

Memorando para o Registro (5 de junho de 2013)

Um memorando posterior do SAPCO, de junho de 2013, documenta que [§ p.50]:


Carta do Senador Reid ao Subsecretário de Defesa (24 de junho de 2009)

O documento inclui carta do Senador Harry Reid ao Honorável William Lynn III, Subsecretário de Defesa, datada de 24 de junho de 2009 [§ p.51–53], na qual Reid solicita a criação de um SAP Restrito com Lista de Acesso Restrito (Bigoted Access List) para porções específicas do AATIP.

A carta argumenta que as tecnologias associadas ao AATIP possivelmente envolvem conceitos sofisticados de [§ p.52]:

"mecânica quântica, ciência nuclear, teoria eletromagnética, gravitações e termodinâmica. Dado que todos estes têm o potencial de ser usados com efeitos catastróficos por adversários, um grau incomumente alto de segurança operacional e discrição de acesso é necessário."

Reid solicitava proteção SAP específica para:

O Anexo 1 da carta lista a Lista Preliminar de Acesso Restrito FY10 (FY10 Preliminary Bigoted List), incluindo [§ p.54]:

Contratados listados incluíam pessoal da Bigelow Aerospace Advanced Space Studies LLC (BAASS) [§ p.54].


Info Memo da DIA sobre o AATIP (1 de dezembro de 2010)

O Info Memo do Diretor da DIA, Ronald L. Burgess Jr., ao Subsecretário de Defesa para Aquisição, Tecnologia e Logística, resume o histórico do AATIP [§ p.55–56]:


Nota sobre Redações e Transparência

Em todos os documentos liberados, nomes de empresas contratadas (referidas como "Company X", "Company Y", "Company Z" nos organogramas) e nomes de pessoal foram redatados com base em revisão legal e de política. O método de tachado (strike-out) foi utilizado para preservar a visibilidade das classificações originais, que variavam de SECRET a TOP SECRET//KONA BLUE//NOFORN. A tabela de reuniões do DHS S&T de 2011 tem a coluna de presença integralmente redatada [§ p.34].

Glossário

PSAP
Prospective Special Access Program — Programa Especial de Acesso Prospectivo; fase preliminar antes da aprovação formal de um SAP completo
SAP
Special Access Program — Programa de Acesso Especial; categoria de programa governamental altamente classificado com controles de acesso além do padrão
SAPOC
Special Access Program Oversight Committee — Comitê de Supervisão de Programas de Acesso Especial; órgão responsável por aprovar ou rejeitar SAPs no DHS
SAPCO
Special Access Program Control Office — Escritório de Controle de Programas de Acesso Especial; escritório administrativo responsável pela gestão de SAPs
AAV
Advanced Aerospace Vehicle — Veículo Aeroespacial Avançado; terminologia utilizada nos documentos para descrever os fenômenos/objetos sob investigação
AATIP
Advanced Aerospace Threat and Identification Program — Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais; predecessor do KONA BLUE conduzido pela DIA
AATI
Advanced Aerospace Threat and Identification — variação abreviada do nome do programa predecessor na DIA
BAASS
Bigelow Aerospace Advanced Space Studies LLC — contratada única da DIA para o AATIP, sediada em North Las Vegas, Nevada
NOFORN
Not Releasable to Foreign Nationals — marcação de controle indicando que o material não pode ser divulgado a cidadãos estrangeiros
SCIF
Sensitive Compartmented Information Facility — Instalação de Informações Compartimentadas Sensíveis; sala ou edifício certificado para discussão e armazenamento de informações altamente classificadas
DIA
Defense Intelligence Agency — Agência de Inteligência de Defesa; agência federal responsável pelo programa predecessor AATIP
FOUO
For Official Use Only — Para Uso Oficial Apenas; designação de controle aplicada a informações não classificadas mas sensíveis
Remote viewing
Visualização remota — técnica parapsicológica de percepção extrassensorial planejada para uso no 'Centro de Consciência' do KONA BLUE
CONУС
Continental United States — Estados Unidos Continentais (excluindo Alasca e Havaí)

Perguntas frequentes

O que era o KONA BLUE?
KONA BLUE era um Programa Especial de Acesso Prospectivo (PSAP) não reconhecido e isento de obrigações do DHS Ciência & Tecnologia, criado em 11 de julho de 2011 e encerrado em 10 de fevereiro de 2012. Tinha como objetivo investigar, identificar e analisar materiais avançados sensíveis e tecnologias, bem como avaliar dados científicos e técnicos emergentes potencialmente disruptivos em suporte à segurança nacional.
Por que o KONA BLUE foi encerrado?
A Secretária Adjunta do DHS Jane Holl Lute ordenou o encerramento imediato do PSAP em dezembro de 2011, após reunião de revisão, por considerar que as justificativas para estabelecimento como SAP (avaliação de ameaça/vulnerabilidade) eram inadequadas e que os requisitos de orçamento e pessoal não eram suficientes. O programa foi encerrado antes de qualquer documentação formal final ter sido emitida.
Qual é a relação entre o KONA BLUE e o AATIP?
O AATIP (Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais) foi o programa predecessor conduzido pela DIA, financiado com US$ 22 milhões por congressistas como o Senador Reid. Quando a DIA concluiu que o programa devia ser transferido para outra agência, houve esforço para migrá-lo para o DHS como SAP — esse esforço resultou na proposta KONA BLUE. O KONA BLUE foi essencialmente a tentativa do DHS S&T de continuar e expandir a pesquisa do AATIP.
O programa mencionava posse de materiais de origem não identificada?
Sim. O documento de justificativa para o SAP afirmava explicitamente: 'A tecnologia AAV recuperada existe e é acessível apenas dentro de uma construção SAP' e 'A recuperação e integração de dados históricos de pessoal de alto valor com conhecimento da tecnologia AAV recuperada e localização atual do material recuperado é acessível apenas dentro de uma construção SAP.' O documento não especifica a natureza ou origem desses materiais além do termo 'veículo aeroespacial avançado (AAV)'.
O que eram os 'estudos de consciência' mencionados nos documentos?
O programa previa um 'Centro de Consciência' que gerenciaria a aquisição, treinamento e utilização de visualizadores remotos e comunicadores. O centro planejava desenvolver capacidades de comunicação remota e transferência de dados 'através da barreira dimensional/espaço-tempo', desenvolver contramedidas de visualização remota e estudar interações de consciência com tecnologia. O documento classifica essas técnicas como 'não ortodoxas'.
Qual era o orçamento projetado para o KONA BLUE?
O financiamento inicial previsto para FY12 era de US$ 12 a 15 milhões. A proposta completa de longo prazo previa US$ 12 milhões em FY12, US$ 25 milhões em FY13, US$ 35 a 50 milhões em FY14, com valores a definir para FY15 a FY18. O total inicial discutido em reuniões era de US$ 10 milhões via transferência do Senado.
Quem estava na lista de acesso restrito do AATIP?
A Lista Preliminar de Acesso Restrito FY10 incluía: o Subsecretário de Defesa William Lynn III, o Senador Harry Reid, o Senador Daniel Inouye, Robert T. Herbert do Senado dos EUA, e pessoal do ONI (Marinha e Fuzileiros Navais) e USDI. Contratados listados incluíam pessoal da Bigelow Aerospace Advanced Space Studies LLC (BAASS). Os demais nomes estão redatados.
Os documentos confirmam a existência de materiais físicos de origem extraterrestre?
Não. Os documentos não confirmam nem afirmam a existência de materiais de origem extraterrestre. Eles referenciam 'tecnologia AAV recuperada' e 'materiais de origem única' sem especificar a natureza ou proveniência desses materiais. A terminologia utilizada é consistentemente ambígua e o documento não faz afirmações conclusivas sobre a origem dos fenômenos investigados.

Entidades citadas

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