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AARO · 06 de agosto de 2026

AARO: 'Esteiras Atmosféricas' em Vídeos UAP São Artefatos de Sensor, Conclui Pentágono

O Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO) encerrou três casos de Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP) registrados em missões no Oriente Médio e no Mar Mediterrâneo em 2022 e 2023. Em todos os casos, o que parecia ser uma assinatura de propulsão anômala foi identificado como artefato do sensor infravermelho.

Visão Geral do Caso

O AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios) publicou em 8 de maio de 2023 a resolução de três casos de UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados) agrupados sob a denominação "Esteiras Atmosféricas" (Atmospheric Wakes). Os relatórios foram submetidos por operadores de VANTs (Theater UAV operators) após missões no Oriente Médio e no Mar Mediterrâneo nos anos de 2022 e 2023. [§ p.1]

Os registros foram encaminhados ao AARO por dois motivos: o risco potencial à missão e o fato de os vídeos retratarem o que pareceria ser uma assinatura de propulsão anomalous — isto é, um rastro ou "esteira" visível no sensor infravermelho (IR) que não se enquadrava no comportamento esperado de aeronaves convencionais. [§ p.1]

"AARO avalia que os UAP reportados nesses três casos quase certamente não exibiam propulsão anômala ou esteiras atmosféricas; em vez disso, o efeito observado foi resultado de um artefato de sensor em todos os casos, com base em análises dos parceiros de Inteligência e de Ciência e Tecnologia (C&T) do AARO." [§ p.1]

Status do caso: Resolvido. Aeronaves comuns (prosaic aircraft); a "esteira" é um artefato de sensor em cada caso. [§ p.1]


Essenciais do Caso

Campo Detalhe
Localização Oriente Médio e Mar Mediterrâneo
Data 2022 e 2023
Altitude N/A
Forma N/A
Relator Operadores de VANT de teatro (Theater UAV operators)
Sensor Infravermelho (IR)
Comportamento Exibiu potencial propulsão anômala
Status Resolvido; aeronaves comuns; a "esteira" é artefato de sensor

[§ p.1]


Resumo das Conclusões por Caso

Caso Um

O objeto não foi identificado, mas o AARO afirma com certeza que ele não exibia comportamentos anômalos. Com base em revisão detalhada das evidências, os parceiros de Inteligência do AARO têm alta confiança de que se trata de um objeto comum (prosaic object), mesmo sem identificação definitiva. [§ p.1]

Caso Dois

Dois objetos foram registrados. O primeiro foi identificado com quase certeza como uma aeronave militar conhecida — dados de localização de aeronaves na área foram comparados e confirmaram correspondência com a trajetória da aeronave militar. O segundo objeto aparece com formato oblongo devido a aberração de câmera e permanece sem identificação formal, mas foi avaliado com média confiança como uma pequena aeronave, com base em análise de linha de visada (line of sight analysis) e comparação com outros objetos conhecidos. [§ p.1–2]

Caso Três

O objeto foi identificado com quase certeza como uma aeronave comercial conhecida e identificada, voando ao longo de um corredor de tráfego aéreo reconhecido. Os parceiros de Inteligência do AARO têm alta confiança de que o UAP era um Airbus A380 específico, com base em dados de voos comerciais. Análise de fotogrametria do objeto resultou em estimativa de tamanho próxima à do Airbus A380. [§ p.2]


Avaliação de Inteligência

Os parceiros de Inteligência do AARO avaliaram com alta confiança que a "esteira atmosférica" em cada vídeo é uma anomalia de sensor (sensor anomaly). [§ p.1]

No Caso Um, embora o objeto não tenha sido identificado, os parceiros de Inteligência têm alta confiança de que ele não exibe nenhuma característica anômala e estão quase certos de que se trata de um objeto comum, com base em revisão minuciosa das evidências. [§ p.1]

No Caso Dois, dados de localização de aeronaves na área foram comparados, e determinou-se que um dos UAP correspondia de perto à trajetória de uma aeronave militar. Para o segundo objeto, a correspondência não foi possível, mas foi avaliado com média confiança como uma pequena aeronave, com base em análise de linha de visada e comparação com objetos conhecidos. [§ p.2]

No Caso Três, os parceiros de Inteligência do AARO identificaram o UAP como um Airbus A380 comercial específico com base em dados de voos comerciais, com alta confiança. A análise de fotogrametria corroborou essa conclusão ao estimar o tamanho do objeto como compatível com o de um A380. [§ p.2]


Avaliação de Ciência e Tecnologia (C&T)

Dois parceiros de C&T do AARO também avaliaram que as "esteiras" observadas nos três casos eram artefatos de sensor, sem identificar os objetos capturados pelos sensores. [§ p.2]

Parceiro C&T Um avaliou que os rastros eram artefatos de câmera resultantes do objeto atravessando rapidamente o campo de visão da câmera (field of view). Foi observado que outros objetos nos vídeos também deixam rastro semelhante. [§ p.2]

Parceiro C&T Dois conduziu análise detalhada do vídeo de movimento completo (full-motion video) e do sensor IR, chegando à mesma conclusão com alta confiança de que as esteiras eram artefatos de sensor. [§ p.2]


Nota sobre a Figura

O documento inclui a Figura 1, legendada como "Atmospheric Wakes" Case Two: Sensor Artifact Trailing the Aircraft ("Esteiras Atmosféricas" Caso Dois: Artefato de Sensor Seguindo a Aeronave), classificada como DESCLASSIFICADO. A imagem mostra captura de vídeo infravermelho com um objeto escuro de formato oblongo e um rastro visível — identificado como artefato do sensor. [§ p.2]

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — terminologia oficial do DoD para objetos ou fenômenos não identificados no espaço aéreo
AARO
All-domain Anomaly Resolution Office — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, agência do Departamento de Defesa dos EUA responsável por investigar UAP
Sensor artifact / Artefato de sensor
Efeito visual gerado por limitações ou características do próprio sensor de imageamento, não correspondendo a um fenômeno real no ambiente observado
IR (Infrared)
Infravermelho — tipo de sensor que detecta radiação térmica emitida por objetos, amplamente usado em sistemas de vigilância militar
Prosaic aircraft / Aeronave comum
Aeronave convencional e identificável, sem características ou comportamentos anômalos; oposto a objeto de origem desconhecida ou tecnologia não convencional
Photogrammetry / Fotogrametria
Técnica de medição e estimativa de dimensões físicas de objetos a partir de imagens fotográficas ou de vídeo
Full-motion video (FMV)
Vídeo de movimento completo — gravação contínua de alta taxa de quadros capturada por sistemas de sensores aerotransportados, comum em VANTs militares
Theater UAV operators
Operadores de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) em teatro de operações — militares responsáveis pelo controle de drones em missões no campo
Line of sight analysis
Análise de linha de visada — técnica que determina a posição geométrica de um objeto em relação ao sensor com base na direção de observação
S&T (Science & Technology)
Ciência e Tecnologia — parceiros técnico-científicos do AARO responsáveis por análises instrumentais e de engenharia dos dados coletados

Perguntas frequentes

O que eram as 'esteiras atmosféricas' capturadas nos vídeos?
Em todos os três casos, o AARO concluiu que as 'esteiras' eram artefatos do sensor infravermelho (IR), não esteiras atmosféricas reais nem assinaturas de propulsão anômala.
Os objetos filmados foram todos identificados?
Não. O objeto do Caso Um permanece sem identificação, embora o AARO afirme com alta confiança que não exibia comportamento anômalo. O segundo objeto do Caso Dois também não foi identificado formalmente, mas foi avaliado com média confiança como uma pequena aeronave. Apenas o Caso Três teve identificação específica: um Airbus A380.
Como o AARO identificou o objeto do Caso Três como um Airbus A380?
A identificação foi feita com base em dados de voos comerciais, com alta confiança, e corroborada por análise de fotogrametria que estimou o tamanho do objeto como compatível com o de um A380.
Por que os operadores reportaram esses objetos como UAP?
Os relatórios foram submetidos devido ao risco potencial à missão e porque os vídeos retratavam o que parecia ser uma assinatura de propulsão possivelmente anômala.
Qual sensor foi usado para capturar os vídeos?
Sensor infravermelho (IR), operado por VANTs de teatro de operações (*Theater UAV operators*).
Qual foi a causa técnica dos rastros visíveis nos vídeos?
O Parceiro C&T Um identificou que os rastros resultavam do objeto atravessando rapidamente o campo de visão da câmera. Outros objetos nos mesmos vídeos também apresentavam rastro semelhante, confirmando tratar-se de artefato de câmera.

Entidades citadas

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