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AARO · 06 de agosto de 2026

AARO: Missão UAP do Departamento de Defesa e a Aviação Civil

Apresentação do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO) ao diretor Seán Kirkpatrick, Ph.D., detalhando a missão do DoD para detecção, identificação e mitigação de UAP e sua interface com a aviação civil.

Contexto do Documento

Este material é uma apresentação em slides aprovada pelo DoD (Processo de Revisão de Publicações — PPR, Caso 23-S-0802), obtida por meio de pedido FOIA sob o número 23-F-0922. O apresentador é Seán Kirkpatrick, Ph.D., Diretor do AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios). O documento aborda a missão UAP do Departamento de Defesa e sua relação com a aviação civil. [§ p.1]


O que é o AARO? [§ p.2]

O AARO surgiu do reconhecimento do Congresso e do Departamento de Defesa de que os UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados) apresentam riscos e ameaças complexas que cruzam fronteiras de serviço, regionais e de domínio.

O documento apresenta quatro perguntas estruturantes:

Definição de UAP

UAP são fontes de observações anômalas de origem espacial, aérea, marítima ou transmediática que ainda não são atribuíveis a atores ou causas conhecidos.

O documento complementa que as observações anômalas abrangem atributos materiais, comportamentais ou de capacidade percebidos como além dos envelopes de desempenho conhecidos (known performance envelopes). [§ p.2]


Missão e Visão do AARO [§ p.3]

Nossa Missão

Minimizar a surpresa técnica e de inteligência, sincronizando a detecção, identificação, atribuição e mitigação científica, de inteligência e operacional de objetos não identificados e anômalos nas proximidades de áreas de segurança nacional.

Nossa Visão

Objetos não identificados e anômalos são detectados, rastreados, analisados e gerenciados de forma eficaz e eficiente por meio de práticas normalizadas do DoD, da Comunidade de Inteligência (IC) e do setor civil; com adesão aos mais altos padrões científicos e de tradecraft de inteligência; e com maior transparência e consciência compartilhada.

Questões Científicas e de Inteligência Prioritárias [§ p.3]

O AARO busca responder às seguintes questões:


Implicações de Segurança Nacional e Partes Interessadas [§ p.4]

A presença potencialmente ubíqua de UAP define as implicações de segurança nacional e impulsiona o amplo espectro de partes interessadas (stakeholders) e a demanda por compreensão científica rigorosa dos fenômenos.

Território e Áreas de Operação dos EUA

Capacidades Estratégicas dos EUA

Território e Áreas de Operação Estrangeiras


Como o AARO Integra Suas Capacidades [§ p.5]

O AARO lidera a integração das operações, pesquisa, análises e comunicações estratégicas do Departamento em UAP, com quatro pilares:

1. Operações Integradas (Integrated-Operations)

Sincronizar e sequenciar capacidades do Teatro de Operações, da IC e outras, para detecção, rastreamento, mitigação e recuperação de UAP otimizados e interfuncionais.

2. Pesquisa e Aplicação de C&T (S&T Research & Application)

Revelar e explorar assinaturas elusivas e enigmáticas por meio de tecnologias avançadas e parcerias multissetoriais focadas.

3. Análises Interdisciplinares (Interdisciplinary Analyses)

Entregar conclusões revisadas por pares por meio de sínteses deliberadas de método científico e de inteligência, tradecraft, ferramentas e expertise.

4. Comunicações Focadas (Focused Communications)

Impulsionar a consciência compartilhada entre parceiros de missão, autoridades de supervisão e partes interessadas — normalizando parcerias multissetoriais e construindo confiança com transparência.


Interface com a Aviação Civil [§ p.6]

O sucesso da missão do AARO e sua contribuição à segurança da aviação dependem das observações e percepções da comunidade aeronáutica.

Educar Aviadores e Tripulações

Incentivar o Reporte

Aproveitar Expertise e Sistemas do AARO


Quais Informações São Necessárias e Suficientes para Análises UAP? [§ p.7]

Sobre o Fenômeno

Sobre o Observador


Identificação do Documento

Apresentação aprovada pelo Processo de Revisão de Publicações do DoD (DoD PPR), Caso 23-S-0802. Obtida via FOIA, referência 23-F-0922. Apresentador: Seán Kirkpatrick, Ph.D., Diretor do AARO. [§ p.1, p.8]

Glossário

UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — observações anômalas não atribuíveis a causas conhecidas
AARO
Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (All-Domain Anomaly Resolution Office) — órgão do DoD para tratamento de UAP
DoD
Departamento de Defesa dos Estados Unidos
IC
Comunidade de Inteligência dos EUA (Intelligence Community)
PPR
Processo de Revisão de Publicações do DoD (Publication/Pre-Publication Review) — aprovação obrigatória antes da divulgação
FOIA
Lei de Liberdade de Informação dos EUA (Freedom of Information Act) — instrumento legal para acesso a documentos governamentais
Tradecraft
Conjunto de técnicas e métodos profissionais da atividade de inteligência, sem equivalente exato em português
Performance Envelope
Envelope de desempenho — conjunto de parâmetros operacionais máximos conhecidos de um sistema ou objeto
Transmedium
Capacidade de operar em múltiplos meios físicos (ar, água, espaço) — termo técnico sem tradução consagrada em PT-BR
NNSA
Administração Nacional de Segurança Nuclear (National Nuclear Security Administration)
S&T
Ciência e Tecnologia (Science & Technology)
DoE
Departamento de Energia dos EUA (Department of Energy)
FAA
Administração Federal de Aviação dos EUA (Federal Aviation Administration)

Perguntas frequentes

O que é o AARO e por que foi criado?
O AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios) surgiu do reconhecimento do Congresso e do DoD de que UAP apresentam riscos e ameaças complexas que cruzam fronteiras de serviço, regionais e de domínio. Integra capacidades operacionais, científicas e de inteligência para resolver fenômenos UAP. [§ p.2]
Como o AARO define UAP?
UAP são fontes de observações anômalas de origem espacial, aérea, marítima ou transmediática ainda não atribuíveis a atores ou causas conhecidos, com atributos materiais, comportamentais ou de capacidade percebidos como além dos envelopes de desempenho conhecidos. [§ p.2]
Qual é a missão declarada do AARO?
Minimizar a surpresa técnica e de inteligência, sincronizando a detecção, identificação, atribuição e mitigação científica, de inteligência e operacional de objetos não identificados e anômalos nas proximidades de áreas de segurança nacional. [§ p.3]
Por que aviadores civis são importantes para o AARO?
A reticência histórica ao reporte de UAP limitou a capacidade do governo de proteger contra ameaças à segurança aérea. O AARO busca educar aviadores, desstigmatizar o reporte e desenvolver canais oficiais para que a comunidade aeronáutica submeta dados observacionais. [§ p.6]
Quais informações o AARO precisa de um relato UAP?
O documento lista dados sobre o fenômeno (descrição, localização, características físicas, envelope de desempenho, comportamento) e sobre o observador (data, hora, localização, sensores usados, efeitos fisiológicos/psicológicos, avaliação pessoal do risco). [§ p.7]
Quais agências são parceiras do AARO em território dos EUA?
Para território e áreas de operação dos EUA: DoD, IC, DoJ, NASA e FAA. Para capacidades estratégicas e infraestrutura crítica: DoD, IC, DoE, NNSA, DoJ e DHS. [§ p.4]
O AARO monitora UAP fora do território americano?
Sim, mas os relatos sobre atividade UAP em território estrangeiro são limitados pela confiabilidade das fontes. A consequência é avaliada como de moderada a alta, com risco de misatribuição adversarial a ações dos EUA. Parceiros incluem DoD, IC, Departamento de Estado e parceiros internacionais. [§ p.4]

Entidades citadas

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