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GEIPAN · 18 de julho de 2009

GEIPAN — Messigny-et-Vantoux (Côte-d'Or), 19 jul. 2009: Passagem da ISS confirmada como causa do avistamento

O GEIPAN, agência francesa de estudos de fenômenos aeroespaciais não identificados, registrou um avistamento ocorrido em Messigny-et-Vantoux, departamento de Côte-d'Or, em 19 de julho de 2009. Após análise, o caso foi classificado como identificado: trata-se da passagem visível da Estação Espacial Internacional (ISS) sobre a região.

Caso GEIPAN nº 2497 — Messigny-et-Vantoux, Côte-d'Or (21)

Data do avistamento: 19 de julho de 2009
Localidade: Messigny-et-Vantoux, departamento de Côte-d'Or (código INSEE 21), região da Borgonha, França
Agência responsável: GEIPAN (Groupe d'Études et d'Informations sur les Phénomènes Aérospatiaux Non-identifiés)
Classificação: Caso identificado — passagem da ISS (Estação Espacial Internacional)


O que diz o registro

A descrição oficial disponível no catálogo do GEIPAN é objetiva e conclusiva:

"Observation du passage de l'ISS."
(Observação da passagem da ISS.)

O registro indica que o(s) observador(es) em Messigny-et-Vantoux reportaram ao GEIPAN a visualização de um objeto luminoso em movimento no céu noturno. Após análise dos dados — incluindo provavelmente horário, trajetória relatada e comparação com as efemérides orbitais da ISS —, a agência concluiu que o fenômeno observado corresponde à passagem visível a olho nu da Estação Espacial Internacional.


Contexto técnico: por que a ISS é frequentemente confundida com UAP

A ISS é o objeto artificial mais brilhante do céu noturno depois da Lua e de Vênus em determinadas configurações. Sua magnitude visual pode atingir -3,5 a -4,0 durante passagens favoráveis, superando todos os planetas. Ela se move em velocidade constante e silenciosa — sem piscar como aeronaves convencionais —, percorrendo o céu visível em dois a quatro minutos antes de desaparecer abruptamente ao entrar na sombra da Terra.

Essas características — objeto extremamente brilhante, trajetória linear rápida, ausência de som, desaparecimento súbito — correspondem exatamente ao perfil de relatos clássicos de "luzes não identificadas". Por isso, a ISS figura de forma recorrente nas resoluções de casos GEIPAN classificados como "Type A" (fenômeno identificado com certeza).

O GEIPAN dispõe de ferramentas de cruzamento orbital que permitem verificar, a partir da hora local e da posição geográfica informadas pelo observador, se a ISS ou outros satélites brilhantes (como os da constelação Starlink em configurações de "trem de satélites") passavam naquele instante pelo azimute e elevação relatados.


Sobre o GEIPAN

O GEIPAN é uma unidade do CNES (Centre National d'Études Spatiales — agência espacial francesa), criada em 1977. É uma das poucas agências governamentais do mundo com mandato explícito para investigar e catalogar relatos de fenômenos aéreos não identificados de forma sistemática e pública.

Ao contrário de iniciativas militares sigilosas, o GEIPAN publica seu banco de dados de casos online, acessível a pesquisadores e ao público geral. Os casos são classificados em quatro categorias:

O caso nº 2497 de Messigny-et-Vantoux se enquadra na categoria A, dado que a passagem da ISS foi confirmada como causa.


Relevância para o contexto mais amplo de UAP

Casos como este são fundamentais para a calibração metodológica de qualquer programa sério de estudo de UAP. O percentual de avistamentos que, após investigação, recebem explicação convencional — balões meteorológicos, satélites, reentradas de detritos orbitais, aeronaves militares, fenômenos atmosféricos — é alto. Isso não desqualifica os casos genuinamente não resolvidos; ao contrário, isolar os casos identificados aumenta o valor analítico dos casos que permanecem sem explicação.

O próprio relatório preliminar do ODNI sobre UAP (junho de 2021) e os relatórios anuais subsequentes do AARO (Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios) adotam lógica semelhante: categorizar e resolver o maior número possível de relatos para isolar o subconjunto de casos com características verdadeiramente anômalas.

A metodologia do GEIPAN — transparência de dados, cruzamento com bases orbitais, publicação de resultados — é citada internacionalmente como referência de boas práticas em investigação institucional de UAP.


Acesso ao documento original

O registro completo do caso nº 2497 está disponível diretamente no portal do CNES-GEIPAN:

🔗 https://www.cnes-geipan.fr/fr/recherche/cas?cas=2497

O documento pode conter detalhes adicionais sobre o relato original, metodologia de verificação orbital e dados do observador (anonimizados conforme política do GEIPAN).

Glossário

GEIPAN
Groupe d'Études et d'Informations sur les Phénomènes Aérospatiaux Non-identifiés — unidade do CNES (agência espacial francesa) dedicada à investigação de fenômenos aéreos não identificados desde 1977.
CNES
Centre National d'Études Spatiales — agência espacial da França, organização tutora do GEIPAN.
ISS
Estação Espacial Internacional (International Space Station) — objeto artificial mais brilhante do céu noturno em condições favoráveis; fonte frequente de relatos de UAP mal interpretados.
UAP
Fenômeno Aéreo Não Identificado (Unidentified Anomalous Phenomena) — denominação oficial adotada pelo DoD/EUA e usada internacionalmente para avistamentos de objetos aéreos sem identificação imediata.
Tipo A (GEIPAN)
Categoria do sistema de classificação do GEIPAN para casos nos quais o fenômeno foi identificado com certeza a partir dos dados disponíveis.
Efemérides orbitais
Tabelas ou dados calculados que descrevem a posição e trajetória de satélites ou corpos celestes em função do tempo, usadas para verificar se um satélite passava sobre determinado ponto em dado momento.
AARO
All-domain Anomaly Resolution Office — Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios do Departamento de Defesa dos EUA, criado em 2022 para centralizar a investigação de UAP.

Perguntas frequentes

O avistamento em Messigny-et-Vantoux em 2009 foi explicado?
Sim. O GEIPAN classificou o caso como identificado: o objeto observado foi a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) sobre a região de Côte-d'Or.
Por que a ISS pode ser confundida com um UAP?
A ISS pode atingir magnitude visual de até -4,0, move-se em trajetória linear silenciosa e desaparece abruptamente ao entrar na sombra da Terra — características que correspondem ao perfil de relatos clássicos de luzes não identificadas.
Como o GEIPAN chegou a essa conclusão?
O GEIPAN cruza os dados do relato (hora, localização, trajetória descrita) com efemérides orbitais da ISS e outros satélites para verificar se havia passagem compatível no momento e azimute informados pelo observador.
O GEIPAN publica todos os seus casos?
Sim. O GEIPAN mantém um banco de dados público no portal do CNES, com casos classificados em quatro categorias: identificado (A), provavelmente identificado (B), identificação improvável (C) e não identificado (D).
Onde posso acessar o documento original deste caso?
O registro está disponível em: https://www.cnes-geipan.fr/fr/recherche/cas?cas=2497

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